Peugeot do Brasil garante: “cliente insatisfeito não precisa pagar mão de obra”

Marca luta para reverter imagem de pós-vendas "complicado" e quer dobrar de tamanho (de lojas e número de vendas) no país até 2023

Peugeot 208 com motor 1.2 Puretech é um dos carros mais econômicos do Brasil (Foto: Divulgação)

A Peugeot continua batalhando para mudar a imagem desconfortável que criou sobre si no mercado brasileiro. Popularmente, há anos a marca é reconhecida pelo serviço de revisões deficiente, criticado pelo preço salgado de peças, que também são de difícil reposição.

Para reverter essa imagem, a empresa vem apostando nos últimos tempos em priorizar os serviços de pós-venda. O próprio site oficial da marca exibe atualmente um adesivo da J.D. Power que elege a montadora como a “que mais cresce em satisfação do cliente”.

E para ampliar ainda mais o conceito de bom atendimento, a Peugeot soltou um comunicado nesta semana afirmando que “clientes que não estiverem satisfeitos com o serviço não precisaram pagar a mão de obra”. A fabricante também revelou que planeja aumentar sua rede de concessionárias autorizadas (integradas com a Citroën) e que esse novo padrão de atendimento faz parte da campanha nacional conhecida como “Total Care” (“cuidado total” em inglês), lançada em nosso país em 2015.

A estratégia de não pagamento em caso de insatisfação surge no mesmo momento em que a PSA Peugeot Citroën revela seu plano de dobrar de tamanho – o grupo francês quer alcançar 5% de todas as vendas do mercado brasileiro até 2023, ante os atuais 2,9%. Essa estratégia comercial chama-se “Virada Brasil” e planeja fazer a empresa atingir cerca de 360 lojas oficiais Peugeot-Citroën espalhadas pelo país – atualmente são aproximadamente 180.