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KIA PICANTO EX 1.0 R$ 34.900

Abaixo, o modelo antigo. Com o novo design, as linhas ficaram mais arredondadas

O modelo de entrada da Kia no Brasil está de roupa nova, e as mudanças melhoraram seu visual. O Picanto ganhou linhas limpas no pára-choque e faróis arredondados. Já na traseira, as lanternas receberam formas mais acentuadas e saltadas.

Na versão mais básica, manual e com novo motor 1.0 (antes só tinha versão 1.1, que continua sendo oferecida, com câmbio automático – aliás, o automático mais barato do mercado), traz de série arcondicionado, direção eletrica, trio elétrico, rodas de liga leve, CD player MP3 com entrada auxiliar, farol de neblina, limpador e desembaçador traseiro, aerofólio, saias laterais, maçanetas na cor do veículo, espelhos retrovisores elétricos e frisos na cor do carro.

Um belo pacote, que acaba justificando o preço, R$ 34.900. Pode até parecer caro, mas, comparado a outros modelos de entrada, vale a pena. Equipando um Celta Spirit com os mesmos itens de série, o valor ultrapassa fácil o preço do compacto coreano – isso sem falar no desempenho. O 1.0 de 65 cv surpreende, com muita agilidade. Isso em parte se deve ao pequeno porte e apenas 890 kg, combinação que o faz andar muito bem na cidade e rodar abaixo dos 4.000 rpm, mesmo acima dos 100 km/h.

O consumo também é uma grande virtude do carro, que, mesmo sem opção flex, não gera muitos gastos para seu proprietário. Com o tanque de 35 litros cheio, ele roda cerca de 550 km. Sem abusar, dá para superar os 20 km/l.

O painel, acima, tem ótimo acabamento, com volante e alavanca de câmbio em couro, entre outros. À direita, os mostradores grandes permitem fácil leitura e o controle do ar-condicionado, de série. Mais abaixo, a maçaneta cromada e o CD player com MP3 – item que concorrentes, como o Ka, não têm nem como opcional, só como acessório

Outros pontos interessantes do simpático carrinho são a qualidade do acabamento interno, que possui duas cores (bege e preto) e suas maçanetas internas cromadas. A acomodação que o hatch oferece aos ocupantes dos bancos da frente também merece destaque. Mesmo sendo bem pequeno, para quem dirige a sensação é de estar em um veículo maior. Em compensação, o banco traseiro é um pouco apertado, como nos concorrentes Ka e Celta. Já o porta-malas leva 220 litros (no Celta, 260 litros).

260 litros). Sua dirigibilidade é prazerosa, com câmbio de engates justos e boa desenvoltura, mas a suspensão é muito firme, fazendo sentir os defeitos das ruas mais esburacadas. Em todo caso, é um ótimo carro para a cidade, com desempenho bom, consumo baixo e uma generosa lista de equipamentos. Sua garantia de cinco anos, sem limites de quilometragem, completa esta ótima oferta da Kia.