Poderia ser ainda melhor

O conceito do Fit continua interessante e nessa nova geração o modelo ganhou em ousadia e modernidade. Mas seu motor 1.4 ainda não oferece o brilho que se esperava dele

Essa foi a impressão que o New Fit deixou. Com relação ao anterior, não ficou nada. É um novo carro que apenas aproveitou o conceito do anterior. O carro cresceu em todas as direções: comprimento (mais 7 cm), largura (mais 2 cm), altura (1 cm) e na distância entre-eixos (5 cm). Esse fato melhorou a habitabilidade, mas não a ponto de destacar o Fit em seu segmento.


O motor 1.4 ficou quase 22% mais potente comparado ao anterior, mas o carro cresceu e ficou mais pesado e por isso a performance discreta do antigo pouco se alterou: os 100 cv com os 13 kgfm de torque mostraram-se insuficientes em algumas situações. A expectativa era de que a nova motorização trouxesse um brilho ao desempenho, mas isso não aconteceu. Com cinco pessoas e bagagem, sente-se falta de um pouco mais de torque, principalmente nas retomadas para ultrapassagens.

Claro que o maior peso, a maior área frontal e o aumento da performance do motor se refletiram na piora do consumo. O antigo era mais contido no quesito consumo. Outra coisa que incomoda: com lotação máxima, a suspensão traseira fica no limite de seu curso, dando batente toda vez que se passa por uma ondulação do asfalto, incomodando muito os passageiros do banco traseiro.

Mas o carro mostrou também qualidades interessantes: direção segura e precisa, suspensões com um bom balanço entre estabilidade e conforto, habitabilidade agradável graças à boa área envidraçada, bom volume do porta-malas (384 litros) e linhas modernas. O conceito do Fit é muito bom, sua mecânica é atualizada e devido à boa reputação da geração anterior, o preço de revenda é garantido. Um carro que ainda precisa amadurecer e ter um preço mais convidativo, mas suas qualidades são inegáveis.

HONDA FIT 1.4 LX R$ 50.010

 

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