Poluição ameaça Olimpíada

De janeiro a abril deste ano, a frota de veículos da capital paulista cresceu cerca de 2%, segundo o Detran-SP. No mesmo período, a frota de veículos de Pequim, capital chinesa e sede dos Jogos Olímpicos deste ano, cresceu 13%, de acordo com o Birô de Administração de Tráfego de Pequim. A velocidade com que as ruas da cidade se entopem de carros é mais visível nos congestionamentos que se formam nos horários de rush, na manhã e no fim da tarde. Dos cinco anéis viários concêntricos existentes ao redor da cidade, três ficam totalmente parados.

O registro de veículos da cidade até teve que abrir uma nova seqüência de placas para acomodar tanto crescimento. Cada placa aqui na China começa com a denominação indicativa do município seguida por uma letra romana. Até o fim de maio, havia registros que chegavam à letra L. De junho em diante, os novos carros passam a ser licenciados com a letra M.

O aumento vertiginoso da frota de Pequim também contribui, e muito, para piorar o já extremamente poluído ar da cidade. A menos de 60 dias dos Jogos, o índice de poluição atmosférica alcançou 463, bem próximo do limite de 500, e do estado de emergência.

Este ar irrespirável já causou algumas baixas na Olimpíada, cuja abertura está marcada para o dia 8 de agosto. O maratonista etíope Haile Gebrselassie avisou que não competirá nesta modalidade, na qual é recordista mundial. No ano passado, o presidente do Comitê Olímpico Internacional, Jacques Rogge, ameaçou até cancelar a maratona caso a cidade não conseguisse melhorar as condições atmosféricas.

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