Porta de entrada

Honda

A Honda se rendeu à moda de antecipar seus carros. Ainda no começo de 2013, as concessionárias receberam a linha 2014 do Civic, com a novidade do motor dois litros usado no CR-V. O antigo propulsor 1.8 ficou reservado apenas para o modelo de entrada, LXS, nas versões automática e manual – essa última agora com seis velocidades. Sempre criticado pelo alto consumo, o sedã se beneficiou do uso da caixa, que também foi herdada do CR-V. As relações de primeira a quarta marchas foram mantidas, enquanto a quinta foi encurtada e a sexta alongada, garantindo mais economia. Agora o modelo, segundo o Inmetro, faz médias de 10,7 km/l na cidade e de 13,4 km/l na estrada, quando abastecido com gasolina (nota A de eficiência energética na categoria), números semelhantes ao do rival Toyota Corolla, também com motor 1.8 e transmissão manual de seis marchas.

Para conseguir atingir esse consumo, no entanto, o motorista precisa manter o modo Econ acionado (uma espia mostra a escolha no painel) e seguir as duas colunas de luzes do painel superior. Dirigindo de maneira econômica, elas ficam verdes, mas, conforme você exagera no peso do pé direito, o verde vai escurecendo até ficar azul. Nesse momento, pode olhar o marcador de consumo instantâneo e verá que está gastando demais.

Mesmo com a adoção das seis marchas, o motor continua trabalhando em rotações altas – mas o ruído na estrada em velocidades mais altas parece ter diminuído. Já o desempenho continua o mesmo do Civic anterior: elogiável mais pelo equilíbrio dinâmico do que pelo brilhantismo do motor. Para isso, agora há a opção com cilindrada maior, 2.0, e 155 cv de potência. Ainda assim, essa versão 1.8 de entrada dá conta do recado. As retomadas são relativamente ágeis, os engates do câmbio são fáceis e há todo o fôlego necessário para um sedã médio.

Além do novo câmbio, o modelo traz novidades como o bluetooth, a chave tipo canivete e o revestimento do porta-malas. Itens que, sejamos francos, não poderiam faltar em um carro de quase R$ 67 mil. Cerca de R$ 5 mil mais caro que o Corolla equivalente, o GLi, este Civic tem alguns itens a mais: a lista de série tem ar-condicionado digital, som com controle no volante, volante com ajuste de altura e profundidade, airbag duplo, freios com ABS e câmera de ré – esta última, assim como o bluetooth, não incluída no pacote do concorrente. Quem sabe agora a Honda consiga voltar a emplacar seu médio como fazia antes… Porque, ultimamente, ele não tem obtido resultados interessantes.

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