Primeiras impressões: Caoa Chery Tiggo 7

Montado na fábrica da CAOA CHERY em Anápolis (GO), o Tiggo7 é uma opção para os consumidores que desejam fugir do lugar comum

Caoa Chery Tiggo 7 (Divulgação)

Apresentado no último Salão do Automóvel de São Paulo, em novembro passado, o Caoa Chery Tiggo 7 chega às concessionárias nas versões T (R$ 106.990) e TXS (R$ 116.990) para incomodar a concorrência e conviver ao lado dos irmãos Tiggo 2 (parte de R$ 59.990) e Tiggo 5X (iniciais R$ 86.990).

Construído sobre a plataforma modular T1X, o Tiggo7 mede 4.505 mm de comprimento, 1.837 mm de largura e 1.670 mm de altura. O entre-eixos de 2.670 mm é igual ao do Kia Sportage e maior frente ao do Jeep Compass (2.636 mm).

O porta-malas oferece 414 litros (até a altura dos vidros) podendo ser expandido para 1.100 litros com o rebatimento do banco traseiro. Embora o nome Tiggo 7 sugira sete assentos há espaço para cinco passageiros. Essa tarefa de levar mais dois passageiros extras ficará a cargo do Tiggo 8, cujo modelo está em estudo para o Brasil.

O visual bem resolvido exibe faróis bumerangue, grade frontal côncava e porção central superior do para-choque pintada em preto (uma solução feita para o nosso mercado). O desenho da traseira junto das lanternas horizontais e bipartidas remetem ao sul-coreano Kia Sportage.

O que o Tiggo7 tem?
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Na versão T (R$ 106.990), o Tiggo 7 traz faróis com DRL em LED e acendimento automático, luzes de neblina com assistência em curva, espelhos retrovisores com rebatimento elétrico e aquecimento, chave presencial, ar-condicionado eletrônico com saída para os ocupantes traseiros, central multimídia com tela de 9”e conectividade Android Auto e Apple CarPlay, sensores de chuva e de estacionamento dianteiro/traseiro, câmera de ré, volante multifuncional, piloto automático, monitor de pressão e temperatura dos pneus, controles eletrônicos de tração/estabilidade, assistente de partida em rampa e Isofix para a fixação de bancos infantis.

A topo de linha TXS (R$ 116.990) adiciona teto solar panorâmico, luz ambiente em vermelho, soleiras de porta iluminadas, assim como projeção do nome Tiggo no chão ao abrir a porta, bancos revestidos em couro com aquecimento para motorista e passageiro (o do condutor ajustável eletricamente), câmera de 360°, seis falantes, ar-condicionado de duas zonas, airbags laterais e de cortina. Só faltou em ambas as versões a coluna de direção com ajuste de profundidade. As cores disponíveis são branco perolizado e as metalizadas prata, preto e cinza.

É bom de dirigir?
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A versão T possui rodas de aro 17” com pneus 225/65 R17, enquanto a configuração TXS usa de 18” vestidas por pneus 225/60 R18. Os pneus escolhidos para o Tiggo7 são de fornecedores locais e conhecidos do público brasileiro.

O Tiggo 7 usa um motor 1.5 turboflex com bloco e cabeçote feitos em alumínio, duplo comando de válvulas variável (VVT) e coletor de admissão variável (VIS). Aparecem 150/147 cv (etanol/gasolina) a 5.500 rpm e torque de 21,4 kgfm em ampla faixa de 1.750 a 4.000 rpm. Todo o sistema de injeção foi calibrado no Brasil pela Bosch. Para suportar a ação corrosiva do etanol todas as partes que entram em contato com o combustível receberam tratamento especial.

Embora seja menos potente comparado ao 2.0 do Jeep Compass (até 166 cv utilizando etanol), o Tiggo 7 agrada nas baixas e médias rotações, aliás, o torque do SUV é maior comparado ao do concorrente (20,5 kgfm com etanol). O turbocompressor da HoneyWell utiliza 0,9 bar de pressão e o SUV parte da inércia sem esforços. O câmbio não é um automático convencional com conversor de torque ou um CVT (continuamente variável), mas sim uma caixa de dupla embreagem do fabricante Getrag com seis marchas.

Dirigindo com quatro ocupantes só faltou um ânimo a mais nas ultrapassagens. Nessas situações e ao cravar o pé no pedal do acelerador o câmbio reduz três marchas. Já ao guiar em baixa velocidade a transmissão realiza breves e rápidas mudanças. O funcionamento da caixa da Getrag é suave e caso você deseje dirigir mais esportivamente pode efetuar trocas pela alavanca de câmbio, cujo desenho lembra a dos modelos da Audi. Dirigindo grande parte do tempo a 120 km/h, esse conjunto mecânico permitiu realizar médias rodoviárias de 8,2 km/l com etanol aferidas pelo computador de bordo.

De acordo com o Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV), quando abastecido com etanol o Tiggo 7 TXS crava médias urbanas de 6,6 km/l e rodoviárias de 7,6 km/l. Ao bebericar gasolina passa a consumir 9,7 km/l e 10,9 km/l, na ordem. Só para comparar o Tiggo 5X, o qual utiliza o mesmo conjunto mecânico faz 6,7 km/l (cidade) e 8 km/l (estrada) com etanol, enquanto com gasolina 9,8 km/l e 11,7 km/l, respectivamente. A explicação entre os modelos está no porte e no peso dos modelos. O Tiggo7 só fica devendo o start-stop, que desliga o motor durante paradas breves ajudando a diminuir o consumo e a emissão de poluentes.

A direção é comunicativa, enquanto o conjunto de suspensões dianteiro é McPherson e o traseiro Multi-Link garantindo uma boa dinâmica ao utilitário esportivo. Nas curvas há pouca inclinação de carroceria e o conjunto filtra e absorve bem as irregularidades do piso. Segundo fabricante, a direção, as suspensões e o sistema de refrigeração não precisaram de mudanças para o nosso mercado. Também estão disponíveis os modos de condução ECO e Sport. Já os freios possuem um acionamento progressivo e utilizam discos de 320 mm na dianteira e de 310 mm na traseira. Outro ponto de elogio é o isolamento acústico da cabine, assim como o baixo nível de ruído interno, seja do motor em altas rotações, da incidência do vento ou da rolagem dos pneus.

A CAOA Chery tem um produto competitivo em mãos e a expectativa é de vender de 400 a 500 unidades/mês do Tiggo7 com o mix de vendas dividido em 50%/50% para a versão T e TXS.

FICHA TÉCNICA

CAOA CHERY TIGGO 7 TXS

Preço básico: R$ 106.990
Carro avaliado: R$ 116.990
Motor: 4 cilindros em linha 1.5, 16V, turbo, duplo comando variável e coletor de admissão variável
Cilindrada: 1498 cm3
Combustível: flex
Potência: 150 cv (e) e 147 cv (g) a 5,500 rpm
Torque: 21,4 kgfm a 4.000 rpm (g/e)
Câmbio: dupla embreagem, seis marchas
Direção: elétrica progressiva
Suspensões: MacPherson (d) e multi-link (t)
Freios: disco ventilado (d) e disco sólido (t)
Tração: dianteira
Dimensões: 4,505 m (c), 1,837 m (l), 1,670 m (a)
Entre-eixos: 2,670 m
Pneus: 225/60 R18
Porta-malas: 414 litros (1.100 litros com o rebatimento do banco traseiro)
Tanque: 57 litros
Peso: 1.432 kg
0-100 km/h: não disponível
Velocidade máxima: 185 km/h
Consumo cidade: 9,7 km/l (g) e 6,6 km/l (e)
Consumo estrada: 10,9 km/l (g) e 7,6 km/l (e)
Nota do Inmetro: C
Emissão de CO2: 132 g/km
Classificação na categoria: C (utilitário esportivo grande)