Primeiras impressões: De Nissan Leaf por São Paulo

Tivemos a oportunidade de experimentar o elétrico da marca japonesa pelas ruas e avenidas da capital paulista. E neste primeiro contato, ele agradou em cheio

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Os carros elétricos e híbridos já são uma realidade para nós e, aos poucos, começam a fazer parte do nosso cotidiano. É o futuro, quer você queira ou não. Segundo estimativa da BorgWarner, empresa de tecnologias ecoeficientes, a produção de veículos elétricos no mundo saltará de 900 mil unidades em 2017 para 5,6 milhões em 2023. Para celebrar essa nova realidade, no último sábado (25) foi realizada a 4ª edição do Dia da Mobilidade Elétrica, que reuniu modelos eco friendly (amigos da natureza, em tradução livre) para uma carreta pelas ruas e avenidas de São Paulo, com saída da Rua Treze de Maio, na região da Avenida Paulista, até a Praça Charles Miller.

A convite da Nissan, participamos do evento a bordo de uma das unidades do Leaf importadas para cá dos Estados Unidos e que participaram do Salão do Automóvel de São Paulo, em novembro do ano passado. Atualmente em fase de pré-venda, tem preço a partir de R$ 178.400 e virá do Reino Unido. O Leaf ostenta o título de veículo 100% elétrico mais vendido do mundo ao somar 400 mil unidades comercializadas.

Lançado em 2010, o modelo ganhou sua segunda (e atual) geração em 2017. Foi a nosso segundo contato com o elétrico. No início deste ano, tivemos um breve contato no Autódromo de Interlagos, em São Paulo. Mas esta foi a primeira vez que levamos o novo Leaf para rodar em vias públicas. Ao volante, a experiência é inteiramente diferente de dirigir um veículo a combustão interna. Ao invés de priorizar as acelerações, é necessário ficar atento ao consumo e aproveitar as frenagens e as descidas para ajudar no processo de regeneração de energia para a bateria.

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A ausência de ruídos é total e os únicos barulhos presentes são da rolagem dos pneus, da seta e do assistente de pontos cegos. O modelo agrada em cheio pelas respostas imediatas, seja partindo da imobilidade ou embalado. Com a alavanca de câmbio na posição D (Drive), o Leaf arranca progressivamente. No entanto, ao afundar o pé no pedal do acelerador, prepare-se para ser empurrado contra o encosto do banco. Afinal, estão disponíveis instantâneos 149 cv de potência e 32,6 kgfm de torque possibilitando acelerar de 0 a 100 km/h em 7,9 segundos e atingir a velocidade máxima de 144 km/h. Ou seja, o Leaf pode ser amigo da natureza, mas não descuida do prazer de dirigir.

Outro elogio vai para o conjunto de suspensões e o bom isolamento acústico da cabine. Com 4,480 m de comprimento e 2,700 m de entre-eixos (o mesmo do Sentra), o Leaf oferece espaço para as pernas e joelhos de quem viaja atrás, além de um porta-malas de 435 litros. O conjunto de baterias de íon de lítio de 40 kWh vai instalado no assoalho e ajudou a baixar o centro de gravidade do carro. A recarga pode ser feita na rede doméstica ou nas estações de carregamento rápido permitindo 80% de carga em apenas 40 minutos. Completo, segundo o fabricante, a autonomia é de 389 km em ciclo urbano.

Para ajudar no consumo de energia, estão disponíveis os modos B (super regeneração) e Eco, que deixa o carro mais amarrado, porém, contribui no menor gasto, principalmente partindo da imobilidade. Assim como o Chevrolet Bolt e o BMW i3, é possível conduzir o Leaf utilizando somente o pedal do acelerador. Prático e fácil de pegar o jeito, quando a função e-pedal está selecionada, ela começa a atuar ao retirar o pé do acelerador e tanto desacelera quanto freia o Leaf, pois também atua no sistema de freios.

Ainda falando em segurança, o modelo 100% elétrico da Nissan vem equipado com os alertas de tráfego cruzado, de mudança de faixa e o já mencionado de pontos cegos, visão de 360°, piloto automático inteligente, controle em curvas, assistente de frenagem e assistente de partida em rampas.

Quem disse que, para ser amigo da natureza, um carro precisa ser sem sal? O Leaf prova que é possível conciliar zero emissão com uma dirigibilidade (muito) agradável.