Puro sangue

NISSAN 350Z AUT.

R$ 198.803

Na edição de novembro passado, avaliamos na Europa o Nissan 350Z Roadster, versão conversível do carro, que não é vendida no Brasil. Mas o mais importante estava debaixo do capô: o modelo já era equipado com o motor mais potente, de 312 cavalos, enquanto aqui ainda tinha 280 cv.

Mas, agora, a Nissan já oferece aqui a versão cupê do carro com motor retrabalhado e sutis modificações estéticas. O melhor é que o novo 350Z chega mais barato, com preços sugeridos de R$ 194.903 com câmbio manual de seis marchas e R$ 198.803 com câmbio automático (com opção seqüencial), a versão avaliada – quase o mesmo preço do BMW 130i das páginas anteriores. Ambos têm motor dianteiro seis cilindros, tração traseira e características extremamente esportivas, mas o Nissan é mais rápido (0 a 100 km/h em 5,7 segundos, 0,4 segundo menos que o BMW).

Por essas semelhanças, um comparativo foi cogitado, mas os conceitos são diferentes: o 130i é um hatch, enquanto o Nissan é um legítimo cupê. O equivalente da BMW seria o Z4, que, por este preço, apenas com motor 2.0 de parcos 150 cv. Já o cupê Audi TT 2.0 Turbo, de 200 cv, sai por R$ 219 mil. Mas ambos ficam distantes dos 312 cv do motor com bloco e cabeçotes em alumínio e controle variável de abertura das válvulas do 350Z.

Externamente, os piscas saíram da lateral do farol e desceram para o pára-choque, a grade dianteira foi reestilizada e o capô, que antes tinha vincos, tem formas abauladas. Além disso, as lanternas traseiras ganharam iluminação por leds e o farol é bixênon, enquanto o antigo tinha xênon apenas na luz baixa.

Internamente, as modificações foram discretas, e principalmente em pequenos detalhes de acabamento – os bancos em couro caramelo das fotos, na verdade, não serão oferecidos aqui: as unidades à venda nas concessionárias têm bancos pretos. Para a segurança, freios Brembo, controle de estabilidade (pode ser desligado, mas fica difícil controlar o tanta potência sem ele), seis airbags e excelente suspensão multi-link na dianteira e na traseira (bastante dura, como a de qualquer esportivo de respeito).

A disqueteira, da marca Bose, vem com seis alto-falantes e um poderoso subwoofer atrás do banco – mas o melhor mesmo é pisar fundo no acelerador, grudar no banco e ouvir o ronco delicioso do motor, propositalmente alto em baixas rotações. Emocionante!

Da esquerda para a direita: o painel todo voltado para o motorista, com destaque para os indicadores de pressão do óleo, carga da bateria e computador de bordo (detalhe); o câmbio com opção seqüencial; os bancos, que serão pretos na versão vendida aqui; o sistema de som bose com disqueteira de painel e toca-fitas; e finalmente, o maior destaque do carro, um moderno V6 que, gera 313 cv e proporciona muita emoção

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