Quando o câmbio manual é melhor

O pacote de equipamentos é bom, apesar de menos completo. O design interno é bem agradável: uma tradição da marca

Logo quando foi lançado, o Peugeot 408 já chegou à MOTOR SHOW enfrentando outras novidades. Na edição de abril, comparamos o francês com o Toyota Corolla 2012, o VW Jetta e o Renault Fluence. Naquele momento, ele se saiu bem. Com 4,69 m de comprimento, oferece um espaço de 2,710 de entre-eixos, maior que os de seus principais concorrentes. Isso se traduz em mais conforto a bordo, com bom espaço para as pernas de passageiros mais altos. As bitolas largas ajudam na habitabilidade e na composição do design, muito bem resolvido. A suspensão firme transmite segurança em curvas e não é dura demais na cidade.

Outro ponto positivo está no motor 2.0 16V, que, apesar de não ser exatamente novo, tem construção relativamente moderna, com bloco em alumínio, comando de válvulas variável e bons 151 cv (etanol). O problema é que, naquele momento, a versão avaliada foi a automática – e o câmbio foi um dos principais problemas do três volumes. Essa transmissão não aproveita todo o potencial do propulsor, com seus ótimos 22 kgfm (etanol). As passagens ocorrem sem trancos incômodos, mas, para compensar o fato de ter só quatro velocidades, as marchas são esticadas além do desejado, o que causa ruído e desperdiça combustível.

Peugeot 408 Allure

MOTOR quatro cilindros, em linha, 2,0 litros, 16V, comando variável TRANSMISSÃO manual, cinco marchas, tração dianteira DIMENSÕES comp.: 4,69 m- larg.:1,81 m – alt.: 1,52 m ENTRE-EIXOS 2,710 m PORTA-MALAS 526 litros PNEUS 205/55 R16 PESO 1.468 kg

• GASOLINA POTÊNCIA 143 cv a 6.250 rpm TORQUE 20 kgfm a 4.000 rpm VELOCIDADE MÁXIMA 212 km/h 0 – 100 km/h 10,4 segundos CONSUMO não disponível CONSUMO REAL não disponível

• ETANOL POTÊNCIA 151 cv a 6.000 rpm TORQUE 22 kgfm a 4.000 rpm VELOCIDADE MÁXIMA 212 km/h 0 – 100 km/h 10,4 segundos CONSUMO não disponível CONSUMO REAL não disponível

Resumo

• DESIGN

• ESPAÇO

• DESEMPENHO

• SÓ DOIS AIRBAGS

Por conta disso, essa versão Allure avaliada, configuração de entrada e única com opção de câmbio manual, é a melhor para quem não se importa em usar a embreagem. Por R$ 59.500, o cliente leva dois airbags, freios ABS, ar-condicionado, direção hidráulica com ajuste de altura e de profundidade, computador de bordo, CD, seis alto-falantes, chave com abertura à distância e banco bipartido, entre outros. Um pacote igual ao da versão Allure automática, que custa R$ 5 mil a mais só por causa do câmbio, é mais ruidoso e ainda oferece uma tocada menos brilhante.

Quer um carro mais completo, inclusive com seis airbags? Está pensando no automático Griffe de R$ 79.900? Espere a versão 1.6 turbo com câmbio automático de seis marchas, que está chegando e deve ser bem mais interessante.

Concorrentes

FLUENCE DYNAMIQUE R$ 59.900

JETTA COMFORTLINE R$ 65.700