Quatro que valem por seis

EMISSÃO DE CO2 168 g/km MÉDIA

MERCEDES C 250 CGI R$ 179.900 SUGERIDO

O câmbio de cinco marchas sai de linha em breve. Em seu lugar, um automático de sete velocidades

No Salão de Detroit, em janeiro, a Mercedes mostrou ao mundo a nova cara do Classe C. Com faróis e parachoques redesenhados e mudanças no interior, o sedã ainda ganhou novos câmbio e motor V6. Esse novo carro, que você confere na página ao lado, chega aqui em pouco tempo – junho ou, no máximo, julho. Então, por que a marca está lançando, agora, esse C 250 CGI com a “cara” antiga? Por que lançar um modelo que vai mudar em pouco tempo?

A resposta é que o lançamento aqui é mais do motor que do carro em si. Essa nova versão do quatro cilindros que chega agora equipará também a nova geração do sedã. Mesmo assim, esse modelo 2011, por R$ 179.900, ainda pode ser uma boa compra. Com novas carroceria, interior e câmbio, a linha 2012 deve chegar com preço mais alto. E ainda é possível pedir um desconto em um modelo que está saindo de linha (mesmo recém-lançado). Se o abatimento for bom, talvez compense.

Esse motor nem é tão novo. Só não era oferecido no Brasil. Trata-se de uma variação com acerto diferente do propulsor já usado nos C 180 CGI e C 200 CGI. Ele é tão bom que justi ca um lançamento só para ele e, além de equipar esse Classe C, é o primeiro quatro cilindros usado no, mais pesado, Classe E. Prova de sua e ciência. Ele é tão bom que supera até o V6 aspirado da própria Mercedes que “morre” na linha 2012. A comparação é obrigatória: o seis cilindros do C 300 (vendido por R$ 219.300) tem 241 cv e 30,6 kgfm de torque, enquanto esse quatro cilindros turbo tem um pouco menos de potência (204 cv), mas é mais forte (31,6 kgfm de 2.000 a 4.300 rpm). E, acredite, trata-se de um motor com capacidade cúbica de apenas 1,8 litro.

Sem dúvida, estamos diante de um dos melhores exemplos de downsizing da atualidade. Um motor 1.8 com injeção direta e desempenho de V6. Os números não mentem: o C 250 acelera de zero a 100 km/h em 7,4 segundos, só um décimo a mais que o C 300 (que tem sete marchas, contra as cinco dele) e atinge 240 km/h. E tudo isso, claro, gastando menos gasolina – a nal, este é o objetivo maior da diminuição da cilindrada. Nos ciclos de testes europeus, ele faz, em média, 13,9 km/l, contra 10,6 km/l do mesmo modelo com motor seis cilindros.

Claro que a diferença em relação à versão de entrada não está apenas no ajuste eletrônico do motor. Além de ganhar mais força e potência, este C 250 CGI também vem com uma lista de equipamentos de conforto e segurança mais recheada. Tem tudo que o C 200 CGI Sport oferece por R$ 175 mil (bancos esportivos, rodas e kit óptico AMG, bancos elétricos, suspensão esportiva, borboletas no volante…) e, ainda, ar-condicionado automático de três zonas, faróis bixenônio, com iluminação de curvas e sistema de auxílio de estacionamento. Um pacote atraente, mas que, repito, só vale a pena se acompanhado de um bom desconto. Afinal, a nova geração será melhor ainda.

MERCEDES C 250 CGI BLUEEFFICIENCY

MOTOR quatro cilindros em linha, 1,8 litro, 16V, injeção direta, turbo TRANSMISSÃO automática sequencial, cinco marchas, modos esportivo e econômico, tração traseira DIMENSÕES comp.: 4,58 m larg.: 1,77 m alt.: 1,45 m ENTRE-EIXOS 2,760 m PORTA-MALAS 475 litros PNEUS 225/45 R17 (diant.) / 245/40 R17 (tras.) PESO 1.505 kg GASOLINA POTÊNCIA 204 cv a 5.500 rpm TORQUE 31,6 kgfm de 2.000 a 4.300 rpm VEL. MÁXIMA 240 km/h 0 100 km/h 7,4 segundos CONSUMO 13,8 km/l (média cidade / estrada, Europa) CONSUMO REAL não disponível

O design e o interior do Classe C parecem ainda bem atuais; mesmo assim, foram os alvos principais da reestilização do modelo apresentado em janeiro deste ano (leia quadro abaixo)

“Para nós, esta nova geração do Classe C, com mais de dois mil novos componentes, é apenas um facelift. Outras marcas falariam em um ‘novo carro’.” Foi assim que Dieter Zetsche, presidente da divisão de automóveis da Mercedes, apresentou o Classe C remodelado. Realmente, não é um carro todo novo. A boa plataforma foi mantida, e também não havia por que mexer nos excelentes motores 1.8 com turbo e injeção direta. A marca investiu apenas no necessário. Mexeu no design, já cansado: grade frontal, para-choques e capô (agora mais leve, em alumínio) são as mudanças mais notáveis. Na mecânica, todas as versões quatro cilindros têm câmbio de sete marchas. E já que o C 250 tem desempenho de V6 a marca mostrou um novo seis cilindros para o C 350, também com injeção direta. Com 306 cv, consome menos que o anterior, de 272 cv.

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