Quem precisa da tração integral?

Em um jipe ou SUV, a tração nas quatro rodas é essencial para encarar lama e trilhas. Em alguns esportivos, ela garante máxima tração e ajuda a evitar problemas dinâmicos do excesso de potência em um dos eixos. Mas, em um carro de passeio, para que ela serve? Em países frios, proporciona aderência em estradas com gelo e neve. No Brasil, entretanto, quase não tem uso: dá um pouco mais de segurança em curvas e na chuva, é verdade, mas não pode ser considerada indispensável. Por isso, a Ford lançou uma nova opção do Fusion top de linha, com o mesmo excelente motor V6, mas agora com tração apenas no eixo dianteiro.

A versão antiga continua à venda pelos mesmos R$ 103.360, enquanto essa nova começa a ser vendida agora por R$ 94.360. Você economiza exatos R$ 9 mil e, ao volante, pode nem perceber a diferença. Além da tração nas quatro rodas, você abre mão também do sensor de chuva, da câmera de ré e do sistema de alerta de carros no ponto-cego. Mas a comparação mais interessante se dá com a versão quatro cilindros, que custa R$ 83.660. Além do maior torque e da potência 70 cv maior, em relação ao pacote “básico” (já com seis airbags, ESP, bancos elétricos, ar digital e mais), esse Fusion V6 FWD ganha câmbio sequencial, ponteira de escape dupla, e – o que vale boa parte da diferença de valor por si só – o sistema multimídia Sync. Com tela sensível ao toque, HD interno, bluetooth, DVD e ativação por comandos de voz, ainda tem uma interface fácil de usar.

Apesar de sua grande potência, a proposta do Fusion V6 continua sendo a de máximo conforto. O ronco do motor só emociona quando ele gira bem alto, acima das 4.000 rpm, e o câmbio sequencial não permite ações rápidas: é preciso primeiro mudar a alavanca para o modo M e, só então, usar o botão na lateral da alavanca para trocar as marchas. Se quiser mais esportividade, prefira um Jetta Highline (o Fusion tem limitador de velocidade a 180 km/h), cujas trocas sequenciais são feitas por borboletas no volante, muito mais práticas. Aliás, o Volks parece ter sido a maior motivação para a Ford lançar este novo Fusion – que é mais potente, mas não mais esportivo que ele.

Em compensação, o espaço interno é excelente, as suspensões são boas de curva e bastante confortáveis, embora levemente ruidosas em ruas esburacadas (talvez sejam notadas só porque, no mais, o isolamento acústico é ótimo), e o motor V6 é econômico, se usado com parcimônia. Se essa versão, enfim, parece ser a mais atraente da linha Fusion, na comparação com Toyota Corolla, Honda Civic e outros sedãs menores, que beiram os R$ 90 mil nas versões mais completas, é imbatível.

O sistema de entretenimento Sync é um diferencial em relação à versão quatro cilindros. Já o espaço interno é o melhor entre os concorrentes

Ford Fusion SEL V6 FWD

Motor seis cilindros em V, 3,0 litros, 24V, comando variável Transmissão automática sequencial, seis marchas, tração dianteira Dimensões comp.: 4,84 m – larg.: 1,83 m – alt.: 1,44 m Entre-eixos 2,728 m Porta-malas 530 litros Pneus 225/50 R17 Peso 1.605 kg

• GASOLINA Potência 243 cv a 6.550 rpm Torque 30,8 kgfm a 4.300 rpm Velocidade máxima 180 km/h (limitada) 0 – 100 km/h 8 segundos* Consumo cidade: 8,2 km/l – estrada: 12,7 km/l* Consumo real cidade: 6,3 km/l – estrada: 9 km/l*

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