Querida, cresci o Siena


Olhando para o novo sedã da Fiat, a primeira pergunta que vem à mente é: o que esse novo carro tem a ver com o anterior? A resposta é simples: nada. Da geração atual sobrou apenas parte do nome, que agora é antecedida da palavra Grand. O adjetivo foi adotado para diferenciar o modelo da velha carroceria, que continuará a ser vendida. Mas, de fato, ele faz todo o sentido. O Siena 2013 ficou 13,4 cm maior no comprimento, 6,1 cm na largura, 5,3 cm na altura e 13,7 cm no entre-eixos. As bitolas dianteira e traseira também foram aumentadas, tudo para garantir que o modelo consiga entrar em um segmento de mercado do qual a Fiat ainda não participava.

O Grand Siena chega para disputar o consumidor de Chevrolet Cobalt, Nissan Versa e Renault Logan, sedãs derivados de carros de pequeno porte, mas que foram projetados para oferecer um abundante espaço interno, principalmente para quem viaja no banco traseiro, e volume generoso para as bagagens no porta-malas (aqui são 520 litros). Como derivam de plataformas mais simples e baratas podem custar menos que os modelos médios. Seu alvo são os casais jovens com filhos pequenos que ainda não têm muito dinheiro para investir em um carro, mas precisam de mais do que um compacto. Em resumo são carros que oferecem o espaço de um sedã, mas sem o mesmo status e refino construtivo. Uma tendência de mercado.

O novo Grand Siena será oferecido nas versões Attractive 1.4 Flex e Essence 1.6 Flex, o primeiro de entrada e o segundo top de linha. O Attractive 1.4, segundo a Fiat, deverá representar a maior parte das vendas do modelo. Com uma motorização mais modesta, tem duas válvulas por cilindro, produz comportados 88 cv (etanol) e torque máximo de 12,5 kgfm (etanol) que sofrem para acelerar o Grand Siena, um pouco mais pesado que o modelo anterior. Assim, ele tem respostas apáticas ao comando do acelerador, arrancadas tímidas nos semáforos e ultrapassagens lentas. Se você tem paciência no trânsito e está mais interessado no preço atraente – ao redor de R$ 38.500 – dessa versão de entrada, ela atenderá aos seus anseios, pelo menos em espaço e porta-malas. O design externo também atrai, apesar das rodas aro 14 e dos pneus mais estreitos (as rodas 15 e os pneus mais largos, conjunto mais bonito, é opcional).

No espaço interno, seja para os ombros, seja para as pernas, o Grand Siena chega a ser melhor que alguns médios

Mas se você busca um carro com uma condução mais agradável, mais esperto em arrancadas, ultrapassagens e que trafegue bem mesmo quando estiver lotado, a escolha deverá recair sobre a versão Essence 1.6 Flex, de cerca de R$ 43.500. Opcionalmente ela será oferecida também com o câmbio automatizado Dualogic. É a versão mais cara, que chegará perto dos R$ 46.000. Mas, com praticamente o mesmo peso do Attractive, o Siena Essence é mais equilibrado em sua performance (dispõe de 117 cv e 16,8 kgfm) e tem tudo aquilo que falta ao 1.4: é ágil e retoma velocidade com rapidez, sem que isso signifique um aumento considerável de consumo. Enquanto o 1.4 chega a fazer 7,3/10,8 km/l (etanol/gasolina) na cidade, a versão 1.6 obtém 7,2/10,3 km/l de média, respectivamente. Um consumo muito semelhante só que com uma condução mais prazerosa e segura. No uso rodoviário, a mesma coisa: enquanto o 1.4 faz 9,4/13,8 km/l, a versão mais potente faz 9,2/13,4 km/l.

Seus concorrentes diretos, com equipamentos básicos como airbag, ar, direção e ABS, custam menos do que o Siena (leia quadro abaixo). Ainda assim, ele leva alguma vantagem. O Cobalt tem motor menor e só oferece grande perigo ao Siena de entrada. Já Logan e Versa são menos potentes e com design mais controverso, o que pode favorecer o modelo da Fiat. Mas, nessa primeira avaliação, uma coisa ficou clara: o Grand Siena 1.6 é superior ao seu irmão 1.4. Na dúvida, fique com o mais potente. A satisfação em conduzi-lo compensa seu preço mais alto.

Fiat Grand Siena Essence

Motor quatro cilindros em linha, 1,6 litro, 16 V, flex Transmissão manual, cinco marchas, tração dianteira Dimensões comp.: 4,29 m – larg.: 1,70 m – alt.: 1,51 m Entre-eixos 2,511 m Porta-malas 520 litros Pneus 195/55 R16 Peso 1.141 kg ● Gasolina Potência 115 cv a 5.500 rpm Torque 16,2 kgfm a 4.500 rpm Velocidade máxima 192 km/h 0 – 100 km/h 10 segundos Consumo cidade: 13,4 km/l – estrada: 18,8 km/l Consumo real cidade: 10,3 km/l – estrada: 13,3 km/l ● Etanol Potência 117 cv a 5.500 rpm Torque 16,8 kgfm a 4.500 rpm Velocidade máxima 194 km/h 0 – 100 km/h 9,9 segundos Consumo cidade: 9,3 km/l – estrada: 12,9 km/l Consumo real cidade: 7,2 km/l – estrada: 9,2 km/l

OS PRINCIPAIS CONCORRENTES

Motor 1.4 8V ● 102 cv ● 13 kgfm (etanol) 0 – 100 km/h 11,5 segundos Velocidade máxima 170 km/h Consumo médio não disponível

Por esse valor, traz ar e direção. Airbag e ABS só na versão intermediária, de R$ 43.780, sempre com motor 1.4 flex

 

Motor 1.6 16V ● 111 cv ● 15,1 kgfm (etanol) 0 – 100 km/h 10,7 segundos Velocidade máxima 189 km/h Consumo médio 10,9 km/l (real)

De série, a versão S traz ar e direção elétrica, mas fica devendo ABS. Seu preço começa em R$ 35.590. O motor é 1.6

 

Motor 1.6 8V ● 95 cv ● 14,1 kgfm (etanol) 0 – 100 km/h 11,8 segundos Velocidade máxima 175 km/h Consumo médio 10 km/l

Foi ele que inaugurou esse subsegmento. Por esse preço, oferece ar, direção hidráulica, airbag duplo e motor 1.6

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