Receita pré-aprovada

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Roberto Assunção

O título aqui bem que poderia ser “O x da questão”. A tentação foi grande, mas preferimos ser menos óbvios. É que o novo aventureiro da Hyundai – como seus rivais – é mais resultado de uma estratégia de marketing do que uma obra-prima da engenharia. A receita é igual às do Sandero Stepway, do CrossFox, do Fit Twist… Um nome que induz à esportividade (aqui o X remete a extreme), adereços plásticos e uma suspensão elevada. Mas a grande sacada desses modelos é equilibrar essas coisas: escolher altura e pneus corretos para não estragar dinâmica, desempenho e consumo; e não exagerar nos itens estéticos, para que o carro não fi que caricato. Nisso tudo, a Hyundai acertou. Em alguns aspectos, o HB20X é até melhor que a versão normal.

Na carroceria, as mudanças não se limitaram a agregar componentes (confira as mudanças abaixo). No mais, a altura do solo aumentou quatro centímetros e a única alteração mecânica, segundo Rodolfo Stopa, gerente de produto da marca, ocorreu nas molas das suspensões e nos pneus, que passaram de 185/60 para 195/65 R15, garantindo um vão livre de 20,5 cm – mais do que em seus rivais, e praticamente o mesmo que no EcoSport e no Duster. Ainda assim, o carro manteve o bom comportamento dinâmico. Nada de instabilidade nas curvas e carroceria balançando pra lá e pra cá. A bordo, é quase impossível dizer que você está em um carro de proposta aventureira. As pancadas secas que podem ser sentidas na versão convencional quando se passa rápido em lombadas ou pisos ruins ainda aparecem em situações-limite. Já o volante, leve demais no HB20, está melhor.

O único motor disponível para a versão é o 1.6 de 128 cv – que garante ótimo desempenho, principalmente no modelo manual avaliado. Para a versão automática, a transmissão de seis marchas continua preterida em favor do menos eficiente e mais antigo câmbio de apenas quatro velocidades (segundo a marca, por questões de custo). Já a lista de equipamentos segue atraente. São duas versões que podem ter câmbio manual ou automático (por R$ 3.200 a mais). A Style já vem com rodas de liga, retrovisores elétricos, volante com ajuste de altura e profundidade, faróis de neblina, airbag duplo, alarme, fechamento automático das portas, vidros elétricos, ajuste de altura do banco do motorista, ar-condicionado, computador de bordo e ABS com EBD (opcional). O rádio com bluetooth, mas sem CD player, é uma novidade que se estende para o HB20 2013. A versão Premium acrescenta volante revestido de couro, vidros com função um toque, chave-canivete, acendimento automático dos faróis, e sensor de estacionamento traseiro, entre outros itens – e o rádio pode ser trocado (sem custo) por um outro sem bluetooth, mas com o CD player.

A versão Style custa R$ 48.755 (ou exatos R$ 5.760 a mais que o modelo convencional 1.6 Style) e a Premium sai por R$ 51.255 (R$ 6.260 acima do HB20 equivalente). Mas aí é que surge o tal x da questão: será que vale a pena pagar a mais por essa versão?A Hyundai espera que 10% dos compradores do modelo vão preferir o carro com inspiração crossover. Com a palavra, o consumidor…

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