A Renault anda ressuscitando alguns modelos lendários em inéditas versões elétricas. Um deles é o Renault 5, ou R5, que estreou, em 2024, uma configuração elétrica, a E-Tech. Fazendo renascer um nome lendário que brilhou na gama da marca francesa entre os anos 70 e 80, principalmente, ele voltou à vida como um hatch compacto arrojado (como não poderia deixar de ser), e totalmente elétrico.  

+Renault Koleos chega em abril para peitar BYD Song e Haval H6; conheça

+Volkswagen prepara lançamento de primeiro carro eletrificado da marca produzido no Brasil

Renault 5 E-Tech electric – Crédito: Divulgação/Renault

Como é o Renault 5 E-Tech?

Com pouco mais de 3,9 m de comprimento, ele é do porte de um Hyundai HB20. Tem ainda 1,77 m de largura e 1,50 m de altura, medidas bem comuns para o segmento, e isso vale também para o entre-eixos de 2,54 m. O porta-malas é dos melhores, com 342 litros de capacidade. Vale lembrar que ele usa uma derivação da plataforma modular CMF, batizada de CMF-EV, similar à do Megane E-Tech.  

Renault 5 E-Tech – Foto: divulgação

Seja por dentro ou por fora, o R5 E-Tech aposta fortemente nas linhas arrojadas e, ao mesmo tempo, retrôs, homenageando a versão original do Renault 5. Por dentro, porém, bebe da mesma fonte de Megane E-Tech e, dependendo, até mesmo Boreal, com multimídia mais quadrada voltada ao motorista, ou volante com laterais planas.  

Renault 5 E-Tech – Foto: divulgação

Na motorização, diversas opções, sempre com tração dianteira: 95 cv de potência, 122 cv de potência, 150 cv de potência, ou mesmo uma versão esportiva, a Alpine A290, que supera os 215 cv de potência. Nessa mais poderosa, o tempo de 0 a 100 km/h é de apenas 6,4 segundos, e nela também estão as baterias de tração mais capazes, com 52 kWh de capacidade (380 km de autonomia pelo ciclo WLTP). Ainda há versões na linha com 40 kWh, e outras de longo alcance também com 52 kWh, essas que podem passar dos 400 km de autonomia. 

Renault 5 E-Tech – Foto: divulgação

Seu pacote de equipamentos inclui tudo que um comprador de hatches modernos busca, incluindo boas telas para multimídia e painel de instrumentos, ar digital automático, bancos especiais, faróis e lanternas em LED, sem contar um amplo pacote ADAS, com vários assistentes de condução.  

Renault 5 E-Tech – Foto: divulgação

No Brasil?

Em suma, temos no Renault 5 E-Tech um hatch compacto elétrico que, sim, poderia vir ao Brasil para incomodar BYD Dolphin, GWM Ora 03, além de até roubar algumas vendas de modelos a combustão topo de linha, como Honda City Hatch Touring, VW Polo Highline, Chevrolet Onix RS e por aí vai. Só que a Renault do Brasil não pensa assim… 

Renault 5 E-Tech – Foto: divulgação

Afinal, por aqui, a marca foca em produtos exclusivos, quase sempre do segmento de SUVs. O Kardian é uma versão adaptada do Dacia Stepway europeu, o Boreal parte do Dacia Bigster, o recém-chegado Koleos Hybrid tem forte parentesco com o Geely Monjaro (sim, o mesmo nome do remédio emagrecedor), e por aí vai. Modelos que não sejam SUVs andam meio de escanteio na gama nacional da marca, vide a picape Oroch, ou mesmo o Megane E-Tech (uma espécie de hatch bombado).  

Renault 5 E-Tech – Foto: divulgação

A marca diz que…

Questionada pela MOTOR SHOW, a Renault do Brasil comunicou que não tem planos de vender o Renault 5 E-Tech por aqui, e que sua chegada ao mercado nacional não está prevista, em que pese o sucesso na Europa. Vai de encontro às estratégias da marca francesa com relação ao mercado brasileiro, onde foca em utilitários esportivos e picapes (a Niagara vem para substituir a Oroch em breve), todos frutos de projetos mais acessíveis, adaptações de modelos da Dacia e afins. Tal qual o Megane E-Tech, o R5 E-Tech é mais caro e elaborado. 

Renault 5 E-Tech – Foto: divulgação

Porém, por outro lado, a imprensa francesa aposta no Renault 5 E-Tech como um ótimo produto de exportação para outros mercados mundo afora, caso do Latino-Americano e, mais especialmente, Sul-Americano. Como, ao que tudo indica, seu passaporte não está carimbado para o Brasil, ele pode até chegar no nosso continente, só que marcando presença em outros países vizinhos, como Chile ou Uruguai, onde a Renault é forte, e os elétricos também têm espaço de crescimento.