Renault Captur nacional começa a ser vendido em fevereiro

Demorou três anos além do esperado, mas finalmente o Renault Captur está chegando ao mercado brasileiro – como a MOTOR SHOW antecipou com exclusividade em março de 2013. Inicialmente, o fabricante francês pretendia importá-lo, mas mudou de estratégia e decidiu pela sua fabricação em São José dos Pinhais, Paraná, onde faz o Duster. Como também antecipamos, o carro uda a plataforma do Renault Duster, do qual herda a robustez. Mas o design é francês, com alguns toques feitos por Vincent Pedretti, diretor de design da Renault na América Latina.

O presidente da Renault do Brasil, Fabrice Cambolive, disse que o Captur começa a ser vendido em fevereiro. “O Captur marca uma ofensiva da Renault no mundo dos SUVs”, afirmou. Mas quem realmente roubou a cena na apresentação do Captur foi a modelo Marina Rui Barbosa, linda e sensual, ao lado do carro, de Cambolive e do CEO da Renault, Olivier Mouget.

O Captur nacional mede 4,330 m e é 2 cm maior que o Captur francês, que compartilha a plataforma do Clio. Mas, embora seja um produto diferente do Captur francês, também não é o mesmo carro batizado de Kaptur na Rússia e que da mesma forma é diferente do original. Essa confusão toda existe porque a Renault preferiu fazer um Captur ideal para o gosto brasileiro. Assim, manteve as suspensão traseira por eixo de torção, os freios traseiros a tambor e o MediaNav Evolution do Duster, mas é um carro muito mais sofisticado por dentro e por fora.

Todas as versões terão central multimídia de 7” com câmera de ré, sensor de estacionamento, quatro airbags, chave tipo cartão com local para ser acomodada no console, assistente de partida em subida, isofix e controle de tração/estabilidade. O porta-malas tem 437 litros de capacidade e as rodas são de liga leve aro 17 em todas as versões. Os pneus são de uso misto medidas 215/60. O quadro de instrumentos é igual ao do Captur francês. Segundo o diretor de marketing da Renault, Bruno Hohmann, o design é o principal item de compra para o cliente do Captur.

Por isso, o carro começa a ser vendido no início de 2017 em 13 cores diferentes. Em sete delas é possível optar por um teto de cor preta e em duas a opção é de teto branco. Ainda não dirigimos o Renault Captur brasileiro, mas entramos no carro e pudemos sentir que o interior é espaçoso para quem vai na frente e um pouco claustrofóbico para quem senta atrás, apesar de dispor de bom espaço para as pernas. O volante é bem grosso, de boa pegada, mas falta ajuste de profundidade.

Apesar de ter uma posição de dirigir elevada, é difícil considerar o Captur um autêntico SUV, como é o caso do Duster. Isso porque o seu teto tem uma caída acentuada para favorecer o design e a coluna A é bem enclinada, pelo mesmo motivo. De qualquer forma, ele é muito mais utilitário do que o líder do segmento (Honda HR-V), pois tem maior altura do solo (212 mm) e bons ângulos de entrada e saída (23o e 31o, respectivamente). Não haverá nenhuma versão com tração 4×4. O Renault Captur terá três versões com motor 1.6 flex de 120 cv e uma 2.0 flex de 148 cavalos.

As versões 1.6 terão câmbio manual de cinco marchas (configuração Zen) ou CVT (configurações Zen e Intens). Já a versão 2.0 estará disponível apenas na configuração Intens e terá transmissão automática de quatro velocidades. O motor 1.6 usa a mesma base do bloco do Nissan Kicks 1.6, mas ganhou melhoramentos e foi batizado de SCe (Smart Control Efficiency). Ele tem o sistema ESC (Energy Smart Management), que regenera a energia das frenagens e das desacelerações, controlando a carga da bateria e poupando energia do alternador.

Ele também conta com comando variável na admissão e conseguiu entregar 120 cv de potência (no Kicks são 114). Além disso, o Captur substituiu a correia do motor por uma corrente, evitando a necessidade de troca. A Renault acredita que o Captur manual terá uma procura pequena e que a versão 2.0 não passará de 10% do mix – só existe para atender o consumidor que quer mais potência e não se incomoda com os efeitos colaterais (em ruído e consumo) provocados pela transmissão automática de apenas quatro velocidades.