21/01/2026 - 8:00
A Renault revelou recentemente no mundo o Filante, seu SUV topo de linha. Ele é um fruto da marca francesa em parceria com a chinesa Geely, com quem firmou laços fortes ultimamente. Prometido para chegar primeiro na Coréia do Sul, o que deve acontecer em março, ele já está confirmado para a América do Sul em seguida. Isso casa perfeitamente com a estratégia da Renault do Brasil de vender modelos mais premium, em especial SUVs.
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Ou seja: é muitíssimo provável que teremos o Filante por aqui, e isso não deve demorar muito mais que alguns meses, ou cerca de 1 ano. Só que a produção deve ficar lá para a Coréia do Sul mesmo, mais precisamente em Bulsan. Ainda assim, a plataforma CMA é projeto Geely, bem como o powertrain híbrido e algumas tecnologias.

Filante é grande
Grande, o Filante mede mais de 4,9 m de comprimento, com 1,90 m de largura, 1,63 m de altura e entre-eixos na casa dos 2,82 m. Surpreende o excelente porta-malas de mais de 630 litros, que só é permitido graças a um detalhe importante do projeto do modelo: ele só existe em versões de cinco lugares, sem terceira fileira de bancos. De qualquer forma, sobra luxo, requinte e espaço interno no SUVzão, que, por aqui, será o carro mais luxuoso da marca.
Design arrojado
No design, ele bebe da fonte mais recente da Renault global. Aposta em linhas mais arrojadas e, ao mesmo tempo, limpas. A fluidez e esportividade prevalecem no visual lateral e, principalmente, traseiro. Sua frente também é das mais modernas, porém remete ao nosso conhecido Boreal. Por dentro, destaque para as três telas, totalizando quase 37 polegadas: uma para instrumentação digital, outra para a multimídia central, e uma terceira para entretenimento do passageiro dianteiro, com 12,3 polegadas cada. Há, ainda, um enorme teto panorâmico.
A julgar pelas fotos, o carro parece seguir uma linha de requinte típica dos chineses: materiais esmerados, boa mescla de cores, formatos e texturas, e aparência arrojada como o exterior. Ainda assim, ele mantém a personalidade Renault. Promete sistema de som assinado pela Bose, sistemas de assistência à condução inéditos, ar digital automático com diferentes zonas de temperatura, bancos com ajustes elétricos e massagem, entre outros luxos.
Motorização à lá China
A motorização é tipicamente chinesa, apesar de levar o nome de E-Tech, como outros eletrificados da Renault. Sob seu capô habita um 1.5 turbo a gasolina, que entrega sozinho 150 cv de potência, e opera junto de outros dois motores elétricos, sendo um ligado ao eixo dianteiro e outro com a função de gerador. No total, a Renault declara 250 cv de potência e 56,7 mkgf de torque, gerenciado por uma transmissão dedicada a híbridos.
Grande diferencial é a bateria de 1,6 kWh de capacidade, que não permite recargas externas, mas se alimenta da energia gerada pelo próprio sistema. Ou seja: o Filante não é híbrido plug-in (PHEV), mas sim convencional (HEV). Ainda assim, a Renault declara que ele consegue rodar 75% do percurso como um carro elétrico, sem gastar gasolina, caso esteja no uso urbano (cidade).
E, claro, no pacote mecânico, não podem faltar suspensões independentes nas quatro rodas, todos os freios a disco, e outras soluções refinadas típicas de um SUVzão mais luxuoso. A marca, porém, ainda não entrou em detalhes sobre seus números oficiais de desempenho, como tempo de 0 a 100 km/h ou velocidade máxima, por exemplo.

No Brasil: cai como uma luva
Querendo expandir sua linha de modelos eletrificados no Brasil, e em busca de subir o patamar de preços e tecnologias no nosso mercado, a Renault tem no Filante um ótimo salva-vidas. Híbrido, moderno, grande e refinado, ele cairia como uma luva na missão de ser o suprassumo da marca por aqui. Ainda ajudaria a fabricante a combater os chineses, cada vez mais experts nesse mercado de SUVs híbridos eficientes.
























