Renault quer um SUV médio para brigar com o Jeep Compass

Marca ainda não decidiu se produz o SUV-cupê Arkana ou um modelo totalmente novo para o mercado brasileiro

Renault Arkana (Divulgação)

A Renault estuda um SUV médio para brigar com o Jeep Compass no Brasil. Mas diferente do que se esperava após a apresentação do SUV-cupê Arkana (leia aqui), a marca francesa ainda não bateu o martelo em relação às vendas do modelo no mercado brasileiro.

“Identificamos uma oportunidade acima do Captur, mas ainda não decidimos se iremos produzir o Arkana ou um novo modelo. Claramente vamos entrar [nesse segmento], destacou o presidente da montadora francesa para a América Latina, Luiz Fernando Pedrucci, durante coletiva de imprensa na comemoração dos 20 anos da fábrica no Brasil.

Apresentado em agosto durante o Salão de Moscou (Rússia), o Arkana é um SUV-cupê construído sobre a mesma base do Captur. O modelo será lançado inicialmente na Rússia, no próximo ano, e também já foi confirmado pela Renault para “alguns mercados asiáticos”.

Uma das atrações da Renault no Salão de São Paulo deste ano, a picape média Alaskan é outro modelo que segue sem confirmação para o mercado brasileiro. Derivada da Nissan Frontier, a picape será produzida junto da Mercedes-Benz Classe X (outro modelo derivado da Frontier) na fábrica de Córdoba, na Argentina. “Temos o produto e a fábrica. Mas ainda não achamos um modelo econômico que viabilize a venda [da Alaskan]”, completou o presidente da Renault.

20 anos

A Renault completou oficialmente nesta terça-feira (4) os 20 anos do início das operações do complexo industrial de São José dos Pinhais (PR). A unidade, que atingiu recentemente a marca de 3 milhões de automóveis produzidos, monta atualmente os modelos de passeio Captur, Duster, Duster Oroch, Kwid, Logan e Sandero, além do utilitário Master. A capacidade é de produzir até 320 mil veículos de passeio/ano e 60 mil utilitários/ano.

Além de produzir veículos, o complexo industrial inclui também a Curitiba Injeção de Alumínio (CIA), responsável pela produção de cabeçotes e blocos para os motores 1.0 e 1.6 da família SCe, e a Curitiba Motores (CMO), responsável pela montagem final dos propulsores.