Revolução do flex

VW POLO E-FLEX R$ 47.490

Ligar um carro a álcool em dias frios nunca foi uma tarefa simples. Na época dos motores carburados, então, nem se fala. O reservatório de partida a frio (um tanquinho com um pouco de gasolina que fica no compartimento do motor) sempre esteve lá mas, naquela época, o motorista precisava acionar o afogador para que a gasolina fosse injetada na partida.

Com a chegada da injeção eletrônica, o sistema passou a se encarregar de fazer essa operação automaticamente, de acordo com a necessidade. Assim funcionam os flex atuais, com o mesmo princípio básico dos anos 80, mas com a vantagem do conforto e do menor prejuizo ao meio ambiente (muitas vezes, o motorista injetava mais gasolina do que era necessário, comprometendo a emissão). Hoje, cabe ao motorista apenas manter o tanquinho extra sempre abastecido.

Desenvolvido pela Bosch, o sistema FlexStart aquece o combustível antes da injeção para que ele atinja a temperatura ideal e assim garanta uma partida eficiente mesmo em dias mais frios. A tecnologia aposenta, definitivamente, o reservatório de partida a frio dos carros movidos a álcool. A Volks pretende ampliar o uso da tecnologia para outros modelos

Mas, ao que tudo indica, o futuro dos modelos a álcool dispensará o reservatório de gasolina e terá um funcionamento muito mais eficiente.

O que potencializará nossa possibilidade de exportar a tecnologia flex já que, em países desenvolvidos, ter um reservatório de gasolina dentro do cofre do motor é uma solução questionável em eficiência e segurança. Por isso, todos optam pelo uso do E85 (álcool com 15% de gasolina). Com essa nova tecnologia, poderiam, sim, passar a utilizar 100% de álcool.

O Polo E-Flex, apresentado pela Volkswagen, conta com uma nova tecnologia Bosch (outras empresas já trabalham na mesma tecnologia), que garante o bom funcionamento do motor em temperaturas de até 5º C negativos, já que pré-aquece o combustível antes da injeção.

“Um novo distribuidor, com elementos de aquecimento integrados e uma unidade de controle de aquecimento foram especialmente desenvolvidos para esse sistema”, explica Marcos Araújo, gerente de desenvolvimento do sistema.

O Polo E-Flex terá apenas uma versão de acabamento e carroceria somente na cor preta. A lista de equipamentos é generosa e conta com ar, direção, sensor de estacionamento e CD player

O procedimento de partida do veículo mudou um pouco. Girando o primeiro estágio da ignição, acende uma luz no painel que, ao apagar, indica que o carro está pronto para ser ligado. Na pior das hipóteses, a uma temperatura de 5º C negativos, a luz ficará acesa por 12 segundos.

Tempo suficiente para os sensores lerem a composição do combustível e sua temperatura e programar o aquecimento. “Isso garante que a temperatura do combustível atinja valores mínimos para uma partida segura”, completa Araújo. A partida só poderá ser feita com a embreagem acionada.

O Polo E-Flex possui, além desta inovação, uma lista de equipamentos generosa com ar-condicionado eletrônico, direção hidráulica, faróis de neblina, sensor de estacionamento, CD Player com MP3, USB, SD Card, Bluetooth e I-System. Exteriormente, nova grade do radiador com detalhes cromados, retrovisores com piscas integrados e rodas de liga aro 15. O preço dessa versão é R$ 47.490.

 

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