Revolução total no Jetta

Se não fosse o nome, ninguém diria que é um Jetta. O carro ganhou a nova identidade visual da marca e cou mais conservador – sem o belo toque de esportividade que marcava a geração vendida aqui até hoje (mesmo que um tanto ultrapassada no design). O novo Jetta está mais sóbrio, mas, ainda assim, deve conquitar mais consumidores – por que está mais barato.

As vendas do sedã mexicano começam só no primeiro trimestre do ano que vem, quando serão de nidos seus preços. Para a Volks, o mais importante, nesta geração, foi reduzir os custos para tornar o modelo competitivo diante de Civic e Corolla. Mas isso não signi ca que tenha cado pior. Ficou até melhor.

Nos EUA, o motor continua o mesmo cinco cilindros 2.5 de 170 cv. Aqui, ele recebe o powertrain dos Audi A3 e A4 (e também no Passat). No lugar do 2.5, com consumo alto, está o 2.0 turbo. Mais econômico e mais potente, é bom dizer. São 200 cv, e – melhor ainda – acoplado a uma transmissão automatizada de seis marchas e dupla embreagem.

Mas não pense em um câmbio manual automatizado como os nacionais Dualogic e Easytronic, que só têm uma embreagem e incomodam motorista e passageiros com trancos. Aqui, as trocas são extremamente rápidas e não há trancos – e ele ainda tem borboletas no volante.

O pacote de equipamentos é completo: rodas 17″, sensor de estacionamento, seis airbags, direção eletrohidráulica, ABS, controles de tração e estabilidade e piloto automático, entre outros. Confirmando-se o preço, as vendas devem ser expressivas.

 

 

PASSAT: DIRETO DE PARIS

O maior estaque da VW no Salão de Paris não está em nossa cobertura da feira francesa que você confere nesta edição. Como veio direto de lá para o Anhembi, preferimos falar sobre ele aqui. Afinal, o modelo começa a ser vendido no Brasil no primeiro semestre do ano que vem (e deve manter os preços desta geração que agora se despede).

O novo Passat é oferecido nas versões Estate (perua) e sedã. Para os europeus, há opções a gasolina, diesel, gás natural e até etanol. Aqui, chegam apenas as versões 2.0 turbo (o mesmo do Jetta, com 200 cv) e 3.2 V6 de 250 cv. Quanto à versão a etanol, melhor não se empolgar. Ela foi desenvolvida para usar E85, uma mistura de 85% de etanol com 15% de gasolina. Assim, a marca não deve arriscar vender o carro como ex, por medo de problemas na partida em dias frios.

Neste novo Passat, a VW caprichou na tecnologia. Ele pode vir com controles automáticos dos faróis (alterna entre luz alta e baixa), alerta de troca involuntária de faixa e de aproximação de veículos pela lateral e traseira e Park Assist de segunda geração (estaciona o veículo quase sozinho em vagas longitudinais e perpendiculares à via), só para citar alguns itens.

Para o Brasil, o Passat terá pacote completo e duas opções de motor

 

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