Saiba como cuidar da pintura do seu carro

Como não é possível andar sob uma redoma de vidro, alguns cuidados especiais podem ajudar a preservá-la

Ter um carro com a pintura bem cuidada não é fácil. Chuva ácida, seiva de árvores e fezes de pássaros – além de outros motoristas descuidados, é claro – sempre podem danificá-la. E, como não é possível andar sob uma redoma de vidro, alguns cuidados especiais podem preservá-la.

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Para começo de conversa, mantenha a limpeza: não existe um número certo de lavagens a serem feitas ao longo do mês, mas, “para proteger a pintura, o ideal é lavar regularmente o carro e fugir dos locais que utilizam, para isso, panos de chão, estopa ou restos de espumas de colchão”, explica Luiz Arthur Peres, da Flipwash, empresa especializada de São Paulo, capital (11 97055-5331).

A lavagem do carro sempre deve ser iniciada pelo teto. No 500 usado na reportagem, parte dele é de vidro. Marcas de borracha causadas principalmente por guidões de motocicletas desaparecem logo após a aplicação de cera. Marcas de calcário e de piche na pintura são removidas por meio do processo de descontaminação da pintura.

O jato d’água é aplicado no teto do veículo, para que a sujeira/detritos escorram pela carroceria. Se deixar para o final, vai acabar prejudicando a lavagem das outras partes. O indicado na lavagem do carro e utilizar um pano de microfibra para evitar danos – e ele também não solta fiapos. O piche costuma grudar mais perto das rodas.

A clay bar é uma massinha a base de argila. É ela que faz a descontaminação da pintura e prepara para o polimento. O polimento é realizado manualmente ou com uma politriz. Neste último caso, cuidado com a velocidade do aparelho e a pressão exercida para não danificar o verniz. O polimento realça o brilho e promove uma proteção extra.

Dar um “banho” no carro exige atenção, e deve sempre ser feito longe da luz solar direta. O processo deve se iniciar pelo teto – é importante não usar soluções caseiras, produtos abrasivos e tampouco detergente de lavar louça. “Eles geram manchas/queimaduras, e até o desgaste excessivo do verniz, deixando a pintura sem brilho”, diz Perez.

Já quem estaciona na rua deve ter uma atenção redobrada, principalmente ao deixar o carro debaixo de árvores ou próximo de obras, pois há o risco de respingos de tinta ou de concreto. “Quanto menos tempo o veículo permanecer ao relento, menores são os riscos de contaminação da pintura”, alerta o especialista. Outros problemas para a pintura são a maresia, as chuvas ácidas e, também, trajetos em vias de terra ou fora-de-estrada.

Outro alerta vale para quem cola adesivos sobre a pintura. “Os que são voltados especificamente para uso automotivo não trazem nenhum problema, mas os outros requerem o uso de removedores de cola para serem retirados”, diz Perez.

Pintura contaminada

Para ver se a pintura está contaminada, observe se há manchas na carroceria ou vidros, ou se a pintura está mais áspera. No carro das fotos desta reportagem, havia a temida contaminação por manchas de calcário.

E, aqui, fica a dica: não use panos secos ou produtos inadequados para a remoção, pois é alta a probabilidade de causar mais danos (e o mesmo vale quando há o derramamento de combustível).

O processo de descontaminação é feito com a clay bar, uma barra de “massinha” à base de argila. Ela prepara a pintura para o polimento, e pode ser usada de modo independente – desde que depois seja feita a lavagem ou se aplique cera/selante de proteção.

O profissional aplica a cera na máquina politriz antes de iniciar o processo de polimento técnico da carroceria

Para deixar o veículo “tinindo”, o polimento técnico é realizado em três etapas: corte, refino e lustro. O processo tira “as marcas de guerra”, como riscos, e traz o brilho de volta. Uma das funções básicas do serviço é corrigir imperfeições do verniz. Entretanto, “caso haja o rompimento do verniz e a pintura seja atingida mais profundamente, só um serviço de funilaria resolverá”, explica Peres.

Além do polimento, há também os serviços de cristalização e vitrificação, que podem ser realizados depois dele. Ambos resguardam a pintura contra as já citadas ameaças externas. A cristalização funciona como um selante, enquanto o espelhamento e a vitrificação realçam o brilho e protegem ainda mais a pintura, com uma ação que dura até 30 dias.

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