Salvem os manuais

Dizem que para bom entendedor meia palavra basta. Neste caso, basta uma letra para já falar muito. O Volkswagen Golf R segue a cartilha básica dos esportivos: motor potente e câmbio manual de seis marchas. Não que a versão GTI não seja empolgante, pelo contrário, mas o “R” tem um temperinho especial. Tivemos um pequeno e rápido contato com ele no campo o cial de provas da Volkswagen, em Ehra-Lessien, no norte da Alemanha. a. E essa quarta geração do Golf R mostrou muita disposição. A magia está sob o capô: trata-se do mesmo motor 4 cilindros 2.0 com turbo e injeção direta de gasolina (família EA 888) já utilizado pelo irmão GTI. Só que no Golf “R” ele ganhou aprimoramentos técnicos, alguns deles vistos no novo cabeçote (incluindo as molas de válvulas e os anéis de escape, entre outros), nos pistões, válvulas de injeção de alta pressão e turbocompressor – além da injeção também indireta, dependendo da situação Segundo o fabricante, a quarta geração tem 30 cv a mais que o  modelo anterior, enquanto o consumo diminuiu em 18%. 


O “R” tem 300 cv de potência de 5.500 a 6.200 rpm – 80 cv a mais que o GTI. Houve também um aumento no torque, que ganhou 3 kgfm e passou a 38,7 kgfm entre 1.800 e 5.500 rpm. A cereja do bolo é o câmbio manual de seis marchas (o carro também é oferecido com transmissão automatizada DSG, também de seis velocidades). Acelerar a máquina é de seis velocidades). Acelerar a máquina é como levar um “soco no peito”. As reações do Golf R são brutas e é preciso ficar esperto no tempo de troca das marchas. Tudo isso acompanhado de um ronco apaixonante produzido pelas quatro saídas de escapamento. Embora o “R” seja mais pesado que o GTI (1.476 quilos contra 1.317), ele arranca melhor. Tudo gentileza da sua tração integral nas quatro rodas, que evita que as rodas girem em falso Nessa quinta geração da tração, dependendo da carga no pedal do acelerador, o sistem acopla somente o eixo dianteiro e deixa o traseiro desengatado. Assim, há um ganho no consumo de combustível. Na hora de extrair o potencial do carro, o eixo traseiro é engatado em décimos de segundo pela embreagem com bomba de óleo eletro-hidráulica. 

Nas curvas especialmente preparadas, cou a sensação de que o carro é grudado no chão – pode entrar de pé cravado no acelerador  que ele contorna sem provocar susto. A estabilidade ainda é evidenciada pela carroceria 20 mm mais baixa e as suspensões foram revistas, com novos amortecedores e carga das molas. As rodas são de aro 18 com pneus 225/40, mas opcionalmente pode ser um conjunto com aro 19. Já o sistema XDS+ é uma função adicional do diferencial eletrônico dianteiro e funciona em conjunto com o ESC (controle eletrônico de estabilidade). Quando o motorista passa do limite do bom senso, esse sistema freia o lado interno da roda para que o carro retome sua trajetória.

A caixa de direção (também presente no GTI) é bastante comunicativa e tem comportamento rápido e dinâmico. A dirigibilidade fica melhor ao escolher um dos modos de condução presentes (Comfort Normal, Sport, Individual e Race). Esse último foi desenvolvido especialmente para o “R” e nem precisa dizer que ele deixa tudo mais divertido. Na hora de domar a fera, os freios dianteiros têm 340 mm de diâmetro, enquanto os discos traseiros têm 310 mm. Se, por fora, o Golf R exibe um visual diferenciado, a cabine traz um quadro de instrumentos diferente em relação às demais versões. Ele tem velocímetro com marcação até 320 km/h e um sistema multimídia com tela sensível ao toque e por aproximação. Está certo que o Golf R segue à risca a cartilha dos esportivos, mas não virá para o Brasil. Melhor que o VW Golf R? Só mesmo o concept Golf R400 (400 cv). Isto é, caso ele seja produzido.

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