Sandero aventureiro

Os alvos são EcoSport, Palio Weekend Trekking, C3 XT-R, Idea Adventure, 207 Escapade (a ser lançada) e CrossFox. Este último é o que mais se parece com ele (ambos hatches com medidas parecidas), mas todos são concorrentes em preço e conceito: ao redor dos R$ 50 mil, têm altura elevada, acessórios para garantir o visual diferente e suspensão reforçada para enfrentar obstáculos, sejam estradinhas de terra no caminho do sítio, ou ruas mal asfaltadas. Um tipo de veículo que parecia moda em 2004/2005, mas consolidou sua participação no mercado nacional.

Agora neste mês, ele chega às concessionárias. Os preços não haviam sido divulgados até o fechamento desta edição, mas o modelo avaliado vai custar menos de R$ 55 mil, com todos os opcionais: bancos em couro, dois airbags, ABS, CD Player, vidros elétricos dianteiros e traseiros. Um preço competitivo. O Ford 1.6, com os mesmos itens desta versão top, custa cerca de R$ 65 mil, e o CrossFox, em torno de R$ 63 mil. Sem opcionais, ele deve custar cerca de R$ 45 mil. Todas as versões, desde a básica, contam com rodas de liga leve de 16 polegadas (únicas na categoria), direção hidráulica, computador de bordo e faróis de neblina. E todas são iguais por fora. O porta-malas, com 320 litros, é maior que o do CrossFox e do EcoSport.

Vincent Pedretti, gerente de design do recém-inaugurado centro de design Renault em São Paulo, classifica o Stepway como “esporte-chique”. Em design, ele se diferencia do Sandero com a grade dianteira exclusiva, os faróis escurecidos, o aerofólio esportivo e o adesivo na lateral (seis opções).


Ele ficou 50 mm mais alto, graças às rodas maiores e novas molas e amortecedores (com curso 10 mm maior). Com essas alterações, as relações de marcha também tiveram que ser alteradas: a primeira foi encurtada, a quarta e a quinta, alongadas. Com motor 1.6 16V flex, o Stepway ficou econômico e manteve o bom desempenho da versão convencional.

Abaixo, a traseira com escapamento esportivo, detalhe prata e os adesivos na lateral (serão seis opções diferentes). As rodas são de liga leve, 16 polegadas, e o aerofólio dá um ar esportivo

Acima, o painel, que se diferencia da versão convencional apenas pelos detalhes que você vê abaixo: instrumentos com desenho diferente e detalhe que identifica a versão Stepway na porta. Falta apenas um som mais moderno e regulagem de altura e profundidade do volante

A dirigibilidade foi levemente prejudicada – e não podia ser diferente, com sua maior altura. Mas nada grave, e nada diferente do que ocorre com os outros “aventureiros”. O acerto está mais para esportivo do que para confortável, o que ajudou a não comprometer ainda mais a estabilidade.

As críticas ficam por conta do CD player, que deveria oferecer mais recursos como leitor de cartões, entrada auxiliar e bluetooth (alguns concorrentes já têm), da posição de dirigir – que não chega a ser ruim, mas seria melhorada se o modelo oferecesse as regulagens de altura e profundidade do volante – e da localização dos botões dos vidros elétricos, que não ficam nas portas, mas no painel, junto ao som. Mas nada que tire o mérito do Stepway, com preço e qualidades para enfrentar em pé de igualdade todos os seus concorrentes.

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