Se melhorar, não estraga


Na véspera do Salão de Detroit, a Chevrolet realizou um rápido test drive com a oitava geração do Malibu, mostrado ao mundo pela primeira vez na China, em abril de 2011. Em um curto trajeto ao volante (e nos bancos do passageiro e traseiro) deu para ver que muita coisa melhorou – mas outras tantas pioraram. Para o Brasil, o modelo deve passar a vir da Coreia do Sul, onde agora também é fabricado (antes vinha dos EUA). O motor, no entanto, não deve ser o 2.5 de 200 cv da unidade avaliada, mas uma evolução do antigo 2.4 – que, com 182 cv, é mais potente do que o da geração anterior, de 171 cv. O ganho foi obtido com a adoção de injeção direta de combustível, e o torque também cresceu (de 22,1 para 23,8 kgfm). Considerando os desempenhos do 2.5 avaliado e do antigo 2.4 vendido hoje aqui, a versão não deve empolgar, mas será adequada à proposta – e, ajudada pelo câmbio automático com sexta marcha longa, garantirá economia ao abastecer (só com gasolina).

Ainda do lado positivo, destaque para o acabamento interno. Enquanto a geração anterior foi criticada por ter portas cobertas de plástico, a nova ganhou materiais melhores, couro nos puxadores/ apoios de braço das portas e, de modo geral, um ambiente mais acolhedor. O pacote tecnológico também evoluiu, com itens como o alerta de colisão. Para completar, as suspensões se mostraram bem confortáveis, pelo menos no asfalto americano.

Apesar da carroceria um pouquinho mais larga, a distância entre-eixos foi reduzida, dos generosos 2,852 m para 2,738 m (o Fusion tem 2,850 m e o Cruze 2,685 m). No espaço do banco traseiro, ele está mais para sedã médio do que grande, e faz falta ali uma saída de ar-condicionado. Piorou também o modo sequencial do câmbio. As borboletas foram trocadas por um botão nada ergonômico no topo da alavanca do câmbio – e é preciso, como antes, mudar para o modo M antes de interferir nas mudanças. Nada prático. Para completar, a direção elétrica tem assitência progressiva, mas é meio leve demais.

A Chevrolet não confirma a venda no Brasil, mas uma unidade já foi flagrada em testes no País. A geração que chegou em 2010 é vendida por R$ 99.900, e o preço do novo modelo não deve fugir disso,  ficando entre as versões básica e topo de seu maior rival, o renovado Fusion.

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