Renault Fluence GT Line: visual esportivo para matar a saudade

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Quando a Renault lançou o Fluence 2015 com mudanças visuais, em novembro, deixou de trazer da Argentina a versão GT, que tinha motor 2.0 turbo de 180 cavalos. Todas as versões da linha 2015 passaram a usar o motor 2.0 flex de 140/143 cv (g/e). Inicialmente, as vendas do carro triplicaram, mas a crise fez o sedã voltar à média de 500 carros/mês (em junho, a venda foi de 656 unidades). Para reforçar a imagem de carro que proporciona “prazer ao dirigir” (na interpretação da marca francesa, isso está mais ligado ao conforto do que à esportividade), a Renault está lançando a versão “esportivada” GT Line.

O carro chegou em agosto às concessionárias com um visual bem atraente, desenvolvido pelo estúdio de design da Renault em São Paulo. Ele tem spoiler integrado ao para-choque dianteiro, faróis de neblina envoltos por moldura preta, saias laterais, spoiler incorporado à tampa do porta-malas, escapamento envolvido pelo extrator de ar, para-choque com saídas de ar nas extremidades e rodas aro 17 com cinco raios e desenho exclusivo. Por dentro, o Fluence GT Line também é bonito – o acabamento em preto brilhante com detalhe vermelho é de bom gosto. Os bancos de couro têm pespontos vermelhos e a inscrição GT Line nos apoios de cabeça. Os pedais são de alumínio. O volante de couro, o descansa-braço central e o acabamento das portas também têm costuras vermelhas.


Como é comum nos “esportivados”, o carro não tem modificações técnicas que melhorem sua performance. Mas o Fluence GT Line parece o ex-beatle Ringo Starr cantando. Você o respeita e o admira, pela sua história como baterista, mas sua voz não cativa. Da mesma forma, ao olhar para o belo Fluence GT Line, você espera encontrar o desempenho do Fluence GT turbo (Compra do Ano 2014). Mas, assim como Ringo não se define entre ser cantor ou baterista, o Fluence GT Line não entrega esportividade (o câmbio CVT não combina e o velocímetro não tem ponteiro) e fica devendo em conforto (a suspensão é mais dura que a média dos sedãs, o consumo é alto e a central multimídia não é nada amigável, apesar da ótima câmera de ré). Ainda temos saudades do Fluence GT turbo de 180 cavalos!

EMISSÃO DE CO2: 133 g/km
COM ETANOL: 0 g/km
CONSUMO NOTA D
PREÇO BÁSICO: R$ 79.990


FICHA TÉCNICA
Renault Fluence 2.0 GT Line CVT
Motor: 4 cilindros em linha, 16V, duplo comando de válvulas
Cilindrada: 1997 cm³
Combustível: flex
Potência: 140 cv a 6.000 rpm (g) e 143 cv a 6.000 rpm (e)
Torque: 19,9 kgfm a 3.750 rpm (g) e 20,3 kgfm a 3.750 rpm
Câmbio: automático CVT (continuamente variável), seis marchas simuladas
Tração: dianteira
Direção: elétrica
Dimensões: 4,620 m (c), 1,810 m (l), 1,470 m (a)
Entre-eixos: 2,700 m
Pneus: 205/55 R17
Porta-malas: 530 litros
Tanque: 60 litros
Peso: 1.372 kg
0-100 km/h: 10s1 (g) e 9s9 (e)
Velocidade máxima: 195 km/h
Consumo cidade: 9,1 km/l (g) e 6,0 km/l (e)
Consumo estrada: 12,0 km/l (g) e 8,1 km/l (e)
Emissão de CO2: 133 g/km
Nota do Inmetro: D
Classificação na categoria: C (Grande)