A Jeep surfou na onda dos SUVs compactos na segunda metade dos anos 2010, com o inovador Jeep Renegade — um fenômeno de vendas que liderou por muito tempo os rankings de vendas (aqui e na Europa), enfraquecendo-se só recentemente.

Este mês é o Jeep Avenger que estreia no Brasil, E, como MOTOR SHOW adiantou com exclusividade em 2022 (leia aqui), o Avenger estreia a produção em Porto Real sem aposentar o seu irmão maior.

Agora, por meio da revista italiana Quattroruote, ficamos sabendo que a história não acaba por aí: tudo o que adiantamos naquela reportagem sobre as “Duas Caras” — que os dois SUVs, Renegade e Avenger, conviveriam no Brasil e na Europa e poderiam ser feitos juntos na fábrica carioca — não apenas se confirma, como também ainda haverá espaço para mais um terceiro SUV compacto nesta estratégia.

Isso mesmo: abaixo do Compass, que cresceu para 4,55 metros, teremos o novo Renegade, com medidas ligeiramente menores que as do atual, e, no espaço entre eles, nascerá um novo SUV compacto-médio (com o porte do nosso atual Compass).

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PERSONALIDADES DISTINTAS

Os três modelos vão disputar o mesmo segmento de mercado, terão carrocerias musculosas e suspensões elevadas. Foram anunciados nos slides do novo plano industrial da Stellantis, mas sem formas ou informações substanciais.

Se o Jeep Avenger já é um modelo bem conhecido (e sua reestilização começa a ser vendida em poucas semanas) os outros dois modelos são inéditos. Ainda não conseguimos confirmar que o terceiro modelo estará no Brasil, mas tudo indica que sim.

primeira imagem oficial do Jeep Avenger 2027 nacional
Jeep Avenger 2027 (foto: divulgação)

Ambos serão maiores que o Avenger (que tem apenas 4,08 metros): o “B-SUV Compact”, ou novo Renegade, orbitará em torno de 4,20 (o Renegade atual tem 4,26 metros), enquanto o inédito “B-SUV Large” será cerca de vinte centímetros mais longo (4,40 metros, tamanho do Jeep Compass atual).

Jeep
Jeep Avenger (crédito: divulgação)

O primeiro, que seria o novo Jeep Renegade, deverá ter formas mais suaves, de um verdadeiro SUV, como hoje (projeção acima baseada nos caminhos de design da marca).

Projeção da nova geração do Jeep Renegade (Ilustração: Gemini)
Projeção da nova geração do Jeep Renegade (Ilustração: Gemini)

 

Nova geração do Jeep Renegade
Projeção da nova geração do Jeep Renegade (Ilustração: Gemini)

O segundo, ainda sem nome, terá um estilo mais ousado, provavelmente com inspiração na linha Wrangler, e o ilustramos abaixo. A chegada deles deve ficar para fim de 2027 e segundo semestre de 2028, respectivamente. Isso na Europa. Como sempre, eles podem demorar mais um tempo para chegar aqui.

Novo SUV da Jeep
Projeção do novo modelo que ficará entre Renegade e Compass

PLATAFORMA EVOLUÍDA

O novo Jeep Renegade e o irmão de 4,40 metros serão baseados na plataforma STLA One, que antes chamamos aqui de STLA Small, uma evolução da CMP da Peugeot-Citroën (que já teve Peugeot 208 construído sobre ela). Segundo a Quattroruote, a mudança de nome não afetará a identidade multienergia do chassi para carros médios e compactos.

Projetado para ser versátil, ele poderá acomodar carrocerias baixas ou altas, inclusive com aspiração off-road, como os novos Jeep. Assim, o Renegade de nova geração poderá continuar oferecendo tração nas quatro rodas (integral), graças à adição de um motor elétrico no eixo traseiro (como no Avenger 4xe europeu).

Jeep Compass 4XE – Foto: Lucca Mendonça

Os novos SUVs compactos terão versões elétricas e híbridas, com evoluções dos powertrains eletrificados que o grupo Stellantis usa em seus modelos atuais: enquanto no Velho Continente a aposta é no 1.2 Puretech, no Brasil eles devem usar, em maior volume, o 1.3 Firefly turbo flex e um motor elétrico integrado ao câmbio automático de dupla embreagem.

Essa caixa enfim será adotada aqui, transformando o novo Jeep Renegade em um híbrido “quase-pleno”, capaz de rodar pequenos trechos só com o motor elétrico — com 21 kW (19 cv) , ele é capaz de mover o carro sozinho em curtas distâncias ou ajudar o motor a combustão (a Jeep prefere defini-lo como MHEV por ter 48V e uma potência elétrica limitada). Confira aqui o teste completo do Jeep Avenger europeu com esse sistema, chamado por lá de e-Hybrid.

Bio-Hybrid com e-DCT – Crédito: Divulgação

Como nos “bio-hybrid” nacionais, um motor-gerador acionado por correia de 48V facilita a transição entre térmico e elétrico e há uma bateria de lítio de 0,9 kWh sob o banco do motorista (que deixa o porta-malas com os mesmos 261 do Avenger “normal” e agrega pouco peso: são 60 quilos extras, em um total de 1.280 quilos, o que é pouco para um híbrido.

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