Segredo: Novo Honda Fit terá sistema híbrido mais inteligente que o do Corolla

A nova geração do Honda Fit estreia no Salão de Tóquio e deve vir ao Brasil em 2020. Entenda como funciona o sistema híbrido Honda, que permite rodar só com baterias ou só com gasolina – ou com ambos, é claro

Novo Honda Fit
Novo Honda Fit (Marcelo Poblete/Quattroruote)

Em 2025, toda a gama europeia da Honda será eletrificada. E com três soluções diferentes. De um lado, a tecnologia de emissão zero do “e”, o pequeno compacto a bateria que nasce em uma plataforma dedicada. De outro lado, o plug-in, que está para chegar. No meio, o híbrido (i-MMD) completo: já adotado pelo recente CR-V (leia aqui a avaliação), será a ponta de lança do novo Jazz, que estreia no Salão de Tóquio, em outubro.

O esquema da marca japonesa inclui um motor a 1.5 gasolina ciclo Atkinson (o Toyota Corolla Hybrid usa um 1.8 com o mesmo ciclo). Mas aqui a filosofia é um diferente: ele é ligado a um alternador que, de acordo com a situação, fornece energia à bateria de íon de lítio ou ao motor elétrico, fisicamente conectado às rodas.

A ligação mecânica entre a unidade a combustão e o eixo motor se dá por meio do acoplamento de uma embreagem programada: só neste caso o motor a gasolina transfere diretamente a potência para as rodas. Assim concebido, o sistema permitiu que os projetistas tirassem a caixa de câmbio, substituída por uma caixa de redução de relação fixa. E, acima de tudo, usar o motor a gasolina principalmente para gerar eletricidade, em vez de atuar como uma unidade de tração convencional –  com efeitos ainda mais benéficos no consumo.

Essa é a lógica de operação no modo de condução Híbrido, um dos três disponíveis no novo Fit (os outros dois permitem explorar o motor térmico ou o elétrico separadamente, mas ainda não temos detalhes). E claro que o novo Fit também estará disponível com os tradicionais motores 1.5 – e deve adotar aqui no Brasil, como fará na Europa, um novo 3 cilindros 1.0 turbo (que também é usado no Civic por lá; o diesel acaba, mesmo na Europa; a marca não terá mais nenhum motor com este combustível em 2021).

No design, os faróis crescem e ficam posicionados mais no alto. O amplo pára-brisa permanece, quase como continuação do capô e ladeado por painéis de vidro maiores nas laterais, que não são mais integrados à porta. A fórmula da minivan urbana aprimora ainda mais o espaço interno. As soluções modulares de espaço, famosa qualidade, melhoram: haverá bancos traseiros que desaparecem no assoalho. Já o painel terá estilo high-tech: a instrumentação se destaca, composta por uma generosa tela multifuncional que aposenta, finalmente, os indicadores analógicos. Ao centro, o tablet do sistema multimídia.