05/05/2026 - 8:03
Prepare-se para modelos da Omoda & Jaecoo apenas a combustão e com motores flex. Afinal, apesar de estarmos avançando forte na eletrificação, mais de 80% dos carros vendidos no Brasil ainda não são eletrificados. Os elétricos e híbridos avançam muito em algumas regiões, menos em outras. Muita gente ainda teme, evita, rejeita ou nem sabe o que são BEVs, HEVs, PHEVs, REEVs, etc.
A Omoda & Jaecoo sabe disso, e então, apesar de gostar de estar na vanguarda e vir desenvolvendo seus sistemas híbridos flex (leia aqui), sabe que precisa ter volume — e carros apenas a combustão — para se consolidar e fazer volume de vendas no Brasil, principalmente com a fábrica que começa a produzir no ano que vem (leia aqui).
Foi esse o caminho dos ICEs (Internal Combustion Engines, ou motores a combustão interna) que decidiram seguir GWM, Changan e GAC, por exemplo, por aqui — das que anunciaram fábrica no Brasil, só a BYD ainda resiste como uma marca “100% eletrificada”.
Um dado bem convincente ajuda nesta decisão: além de termos mais de 80% dos carros ainda a combustão, 73% dos carros no Brasil são flex — número que sobe a 77% no caso dos SUVs, conforme números apresentados pelo Dr. Yunfei, diretor de desenvolvimento de powertrains da Omoda & Jaecoo, à MOTOR SHOW em Wuhu, na China.
Mesmo os não flex têm sofrido com nossa gasolina com 30% de etanol, então, como disse Yunfei, é “flex ou nada”. Dentro dessa estratégia, o engenheiro nos informou que está finalizando ainda este ano três novos motores/sistemas para o Brasil, que devem ser aplicados inicialmente nos modelos Omoda e Jaecoo das linhas 5 e 7.
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Os motores ICE da Omoda & Jaecoo
Para os modelos apenas a combustão, a marca adotou uma estratégia sábia: como o atual 1.5 do Caoa Chery Tiggo 5X de terceira geração gasta muito, gerando reclamações dos clientes, eles desenvolveram novas unidades de quarta geração, 1.5 e 1.6 flex, abrindo mão da injeção direta para aumentar a confiabilidade e reduzir custos e adotando todas as demais modificações necessárias para aceitar o etanol sem problemas.
Os dois primeiros motores revelados são unidades 1.5 e 1.6 turbo flex, que serão associadas não mais a transmissões automáticas do tipo continuamente variável (CVT), mas a mais modernas caixas automatizadas de dupla embreagem banhadas a óleo, que resultam em melhor desempenho e menor consumo. São eles:
- 1.5 turbo flex (G4T15) de 143 cv e 225 Nm associado à transmissão 6DCT260 (dupla embreagem, seis marchas e limite de 260 Nm). Taxa de compressão de 14,5:1. Deve ser utilizado nas versões ICE (a combustão) de Omoda 5 e Jaecoo 5, podendo posteriormente equipar também o Omoda 4 em versões intermediárias.
- 1.6 turbo flex (F4J16C) de 180 cv e 280 Nm associado à transmissão 7DCT300 (dupla embreagem, sete marchas e limite de 300 Nm). Taxa de compressão de incríveis 15:1. Deve ser utilizado nas versões ICE (a combustão) de Omoda 7 e Jaecoo 7, além de uma versão do Jaecoo 8, de sete lugares. É uma evolução do 1.6 turbo atual do Chery Tiggo 8.
- 1.0 turbo flex de cerca de 120 cv e 180 Nm (estimados) que vai ficar pronto em 2028 para equipar os novos subcompactos Omoda 2 e Jaecoo 3, ainda longe de estarem prontos, mas já confirmados nos planos da marca.
- 2.0 turbo flex de mais de 240 cv e 370 Nm (estimados) para versões topo de linha do Jaecoo 8 e outras aplicações (ainda é cedo para estimar, mas o motor está em desenvolvimento, conforme o engenheiro).
Para saber em primeira mão mais detalhes sobre a estratégia da Omoda & Jaecoo e tudo sobre a aplicação dos novos sistemas híbridos flex que a marca chinesa está desenvolvendo, clique aqui.

