Sem pisar no freio


Nossa repórter avaliou a força do motor de 326 cv que, aliado a um câmbio de 16 marchas, movimenta com decisão o caminhão pesado da Mercedes Axor 1933. Mas, na hora de descer a serra que liga São Paulo à cidade litorânea de Santos, faltou coragem e Célia entregou o volante ao experiente piloto João Moita sem, porém, perder um só movimento do funcionário da Mercesdes. Ao final constatou: ele não pisou uma única vez no freio do caminhão e desceu com segurança absoluta

Você consegue imaginar um caminhão descendo a serra da capital para o litoral de São Paulo sem que o motorista pise uma única vez no freio? Pois pode acreditar: isso é possível. Acompanhamos a curiosa experiência ao lado do motorista José Moita a bordo de um modelo Axor 1933 com motor de 326 cv e carregando 25 mil kg de areia. Partimos da fábrica da Mercedes-Benz no Taboão da Serra (SP) e pegamos a rodovia Anchieta em direção a cidade de Santos. Moita não freou uma única vez, mas desceu a serra em 20 minutos usando o freio-motor, ou melhor, o Top- Brake adicional, e as melhores marchas para cada situação.

Quer mais? Assim que entramos na rodovia Pedro Taques, bem no pé da serra, encostamos para verificar a temperatura dos freios. Fui capaz de colocar a mão no disco sem queimá- la. Estava quente, claro, mas suportável, o que representa economia de motor, de freio, de pastilha, de disco, de diesel e de tempo.

O segredo está em um sistema mecânico patenteado pela Mercedes. Ao contrário dos motores a gasolina ou álcool, que têm uma borboleta que controla a entrada de ar para dentro do motor e que funcionam como um pequeno freio quando se tira o pé do acelerador, os propulsores diesel não possuem borboleta (o controle da potência fica a cargo da quantidade de diesel que é injetado) e, por isso, o freio-motor dos diesel é feito através do fechamento do sistema de escape, transformando o motor em um enorme compressor de ar. O problema dessa forma tradicional de freiomotor está na sua baixa eficiência.

Os técnicos alemães aperfeiçoaram o sistema, tornando- o mais eficiente e seguro. No freiomotor convencional dos diesel, na fase de compressão, o ar funcionava como uma espécie de mola (criando freio, mas devolvendo parte dessa energia ao empurrar os pistões na sua expansão). Os engenheiros da Mercedes colocaram válvulas pneumáticas nas câmaras de combustão fazendo com que, depois da compressão máxima, o ar fosse liberado em vez de empurrar os pistões para baixo. Com isso, conseguiu-se uma potência de frenagem do freio-motor de mais de 330 cv, maior que a gerada pelo motor queimando diesel (326 cv).

Usando a marcha adequada, o próprio motor se encarrega de segurar o caminhão, sem a necessidade da atuação do freio convencional de pedal. Por isso, os freios estavam frios ao final da descida da Serra do Mar. Solução simples e inteligente.

 

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