Será mesmo um privilégio?

A versão Privilège do Renault Mégane voltou agora na linha 2009, depois de ter sido oferecida de 2003 até 2006, em sua geração anterior. Tive a oportunidade de utilizar este sedã médio durante alguns dias, como se fosse meu carro de uso diário, do trabalho para casa, indo ao supermercado e passeando com a família.

MÉGANE PRIVILÈGE AUT.

R$ 74.894

Top de linha da família Mégane, o Privilège é completinho, com um pacote de equipamentos superado por poucos dos concorrentes diretos: sensores de chuva e estacionamento, acendimento automático dos faróis, bancos em couro, transmissão automática com opção seqüencial (quatro marchas), motor 2.0 16V (com bons 138 cv e torque máximo de 19,2 kgfm), freios a disco nas quatro rodas com ABS e EBD, som de boa qualidade, travas com controle remoto…

Tem também bom desempenho com baixo consumo (mas nesta versão 2.0 não é flex), câmbio automático com trocas rápidas, suspensão com um bom compromisso entre estabilidade e conforto e uma mecânica que não deve nada à concorrência.

Entretanto, falha em dois pontos cruciais para o sucesso de um carro: design e preço. Suas formas são conservadoras para quem compra carros deste segmento (e gosta de novidades, de carro atraente – vide as formas do Civic e seu sucesso). Essa barreira só poderá ser transposta pela Renault quando lançar uma nova versão, mais arrojada em suas linhas e que caia no gosto desse consumidor. Esta é a parte difícil…

Agora, mesmo não sendo o mais bonito do segmento, se tivesse um preço mais atraente, as coisas poderiam ser diferentes para ele. Mas seu preço não empolga nesta versão Privilège, na casa dos R$ 75 mil. Caro, quando lembramos que, por este valor, o consumidor vai optar por uma marca japonesa em vez de arriscar um modelo que ele não sabe como se sairá na revenda e, além disso, não é dos mais bonitos. Uma situação complicada para esse bom carro.

Concordo com o Douglas quando ele coloca a questão do preço como um pênalti deste Mégane. Realmente, para competir com modelos consagrados como Civic e Corolla, este Renault deveria ter um preço mais baixo. Quanto ao design, no período em que usei o carro no meu dia-a-dia ele recebeu diversos elogios, mas não é uma unanimidade. Mas creio que um grande obstáculo para as vendas, nesta versão 2.0, é a ausência do motor flex. Além disso, quando se fala em carro francês sofisticado, o Citroën C4 Pallas é um concorrente difícil: pelo mesmo preço, tem design mais atraente, porta-malas maior, mais espaço interno e motor bicombustível. O câmbio, como disse o Douglas, tem trocas rápidas, mas me incomodou algumas vezes: pisando um pouco mais no acelerador, ele reduz, como deveria fazer, mas, ao tirar o pé, demora para voltar à marcha acima. Vale ainda lembrar que ele também é oferecido com motor 1.6 flex, com preço a partir de R$ 53 mil, quando se torna mais interessante e competitivo em relação aos concorrentes.

Flávio R. Silveira | Repórter

Seu design já foi modificado na Europa. Falta nele um pouco de ousadia para competir com modelos mais atraentes, como o Civic

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