Será que ele vem?

Como mostramos na edição passada, chegou a hora de a Mitsubishi Motors do Brasil traçar seus novos planos para o nosso mercado. Com os resultados bastante positivos dos modelos lançados até agora – todos vendidos acima dos R$ 60.000 –, não seria a hora de a marca dar o “pulo do gato” e investir em modelos de grande volume de vendas? Nossa reportagem de capa revelou que a matriz no Japão já tem uma arma para isso, e ela se chama Mirage (ou Space Star, no mercado europeu). A Mitsubishi brasileira demonstra interesse nele, mas diz que não está nos planos traçados até este ano. Mas quem sabe a partir do ano que vem? Vamos, então, conferir os detalhes do carro.

Na Europa do ano 2000, o Space Star era uma minivan. A “estrela do espaço” era espaçosa, como este hatch. Com 3,71 m de comprimento, o Space Star/Mirage é pouco menor que seus alvos, os também japoneses Nissan March e Toyota Etios (ambos com 3,78 m). Como os dois, também ganhou uma versão três volumes.

Para saber a que vem esse Mit popular, avaliamos a versão 1.0 Intense ClearTec. Tudo nele foi projetado para aproveitar o espaço e reduzir o peso. Oferece quatro portas, cinco lugares e um bom porta-malas. Até o design, arredondado e perfi lado na dianteira, foi projetado para reduzir o consumo. Entram nessa lógica também os pneus fi nos, 165/65 R14, “minimalistas”.

O interior é prático e espaçoso, com materiais robustos, mas de qualidade razoável, a começar pelo tecido dos bancos. Para compensar, a lista de equipamentos é farta, com som com entrada USB, ar-condicionado automático, rodas de liga leve, entrada sem chave, vidros elétricos, faróis de neblina, sensores de luz e de chuva, ESP e seis airbags (no pacote europeu, vendido por € 12.950, mesmo preço do March 1.0). A posição de dirigir é elevada e a coluna de direção, ajustável somente na altura, “cai” nas pernas quando se pressiona a alavanca de liberação.

O motor 3 cilindros funciona “redondo”, mas não está sempre pronto: a entrega de potência é suave e a força só aumenta nas 4.000 rpm – mas o resultado é mais do que satisfatório. A unidade é equipada com um sistema start-stop de partida suave e combinado a um câmbio manual de cinco marchas com embreagem macia. Lentas, no entanto, são as retomadas, assim como a direção – bem leve em manobras, mas não muito precisa, com pouco retorno. Um carro ágil, mas que mostra substerço quando se guia mais rápido. De todo modo, é confortável até os 110 a 120 km/h. A suspensão dianteira é macia, mas a traseira é muito rígida.

O maior destaque do Mirage, entretanto, fica no consumo: conseguimos marcas de 18,1 km/l na cidade e de quase 22 km/l na estrada. Seria um rival respeitável para nossos populares – tanto do presente quanto do futuro. Resta torcer para que a Mitsubishi o inclua em um novo plano de investimentos.

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