Sinal verde

Paolo Reis

Este Volvo V60 R-Design T5 Dynamique é diferente de todos os outros. E não apenas por fora. Ele homenageia o modelo 850 pilotado por Rickard Rydell e Jan Lammers no Campeonato Britânico de Turismo (BTCC) nos anos de 1993 e 1994. “A ideia é reforçar a imagem da marca. É um carro de pista criado a partir da versão de rua, mas não iremos participar de competições oficiais”, diz Paulo Solti, presidente da Volvo do Brasil e da América Latina. Trata-se de uma prova de capacidade para mostrar do que o carro é capaz.

O exemplar único foi preparado pela empresa AMB. A carroceria ganhou as cores azul e branca em alusão ao modelo homônimo. O interior foi completamente removido e instalado um santantônio homologado pela FIA (Federação Internacional de Automobilismo). Os bancos dianteiros deram lugar a outros de competição, do tipo concha, com cintos de quatro pontos e posição mais baixa – o assento traseiro saiu de cena. O acabamento do forro das portas passou a ter chapas de inox e o volante, da brasileira Shutt, revestido em Alcântara, oferece uma ótima “pegada”. Curiosamente, o painel foi mantido, assim como outros itens de conveniência: o ar-condicionado, os vidros elétricos, a coluna de direção ajustável em altura e profundidade e até o teto solar. Em relação às V60 T5 “normais”, ela pesa 250 quilos a menos, ou seja, cerca de 1.300 quilos no total.

E se por dentro houve mudanças radicais, sob o capô o motor de quatro cilindros, dois litros com turbo e injeção direta também recebeu uma atenção especial. “Queríamos deixá-la mais rápida que as versões T6 (304 cv)”, conta Acácio Braz, diretor da AMB. Foram otimizados os sistemas de admissão e de escapamento – o catalizador continua lá e o abafador traseiro foi retirado – e há novos filtros de ar. O ronco é encorpado e instigante a cada pisada no acelerador. A potência foi de 240 cv para 260 cv e a relação peso/potência passou de 6,6 kg/cv para 5,1 kg/cv. O câmbio é automatizado, de dupla embreagem e seis marchas, com opção de trocas manuais na alavanca.

Os freios vieram do SUV XC60 (os discos da frente têm 16,5” de diâmetro) e dão conta de amansar o bólido. Os amortecedores são originais, mas a suspensão ganhou molas da marca alemã H&R. Já as rodas R-Design de 18” foram pintadas de cinza e combinadas com pneus Michelin Pilot Sport 235/40. Isso resultou uma melhor estabilidade, característica que pudemos comprovar no autódromo do Velo Park, em Nova Santa Rita (RS), mesmo contornando as curvas com a velocidade acima do “bom senso”. É só apontar que a sportswagon faz com precisão.

Não há preço que pague o prazer de dirigir um carro de corrida em uma pista, mas, por enquanto, o V60 Racing não estará disponível para o consumidor. Pelo menos não feito pela Volvo. Quem quiser terá de fazer a transformação por conta própria. Para se ter uma ideia dos custos, neste exemplar foram gastos entre R$ 25 mil e R$ 30 mil.

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