Só falta ser flexível

FORD FOCUS GLX R$ 53.640

Uma agradável surpresa. Foi essa a sensação que o novo Focus me deixou. Utilizei o carro no meu dia-a-dia (viajando, trabalhando, fazendo compras e passeando com a família) e o resultado final foi positivo: o hatch é prático, relativamente econômico, confortável no espaço e na suavidade ao rodar, tem performance razoável nas acelerações e retomadas de velocidade, com respostas prontas ao comando do acelerador, e tudo regado por uma dirigibilidade bastante agradável (destaque para as boas reações ao comando do volante). Interessante em um mercado já cansado dos sempre iguais Astra, Golf, Stilo, entre outros…

Na utilização diária, o Focus é fácil para o entra e sai de pessoas graças as suas portas leves. O porta- malas, além de espaçoso (328 litros), é bem aproveitado. Todas qualidades desejáveis, principalmente em um hatch que custa pouco mais de R$ 53 mil. Nessa versão GLX, ar-condicionado, direção eletro-hidráulica, comando elétrico para os vidros, trava elétrica, computador de bordo, som Sony, volante com regulagem na altura e na profundidade, airbag duplo, ABS e rodas de liga aro 16 estão, entre outros, na lista de equipamentos de série

Mas, claro, o Focus hatch não é só elogios. O carro tem lá seus “pênaltis”. Achei muito pesado o comando da alavanca de marchas.

Os engates, apesar de precisos, poderiam ser mais leves e suaves.

Da mesma forma, o pedal da embreagem também é pesado.

Apesar da progressividade do sistema, o pedal poderia ser mais leve, principalmente para o público feminino. Outro ponto negativo ficou por conta da ausência do sistema flex ao bom motor Duratec 2.0, o que o prejudica bastante diante dos concorrentes (veja comparativo nesta edição).

Mas, pelas informações da própria Ford, a versão flex do novo Focus é para breve. Por isso, talvez seja mesmo mais negócio aos interessados aguardar mais um pouco

O Focus tem um bom acabamento e uma boa lista de itens de série, mas o pedal da embreagem e os engates do câmbio são um tanto duros

CONTRA PONTO

Assim como o Douglas, fiquei bem impressionado com a dirigibilidade do novo Focus, e prefiro esta versão manual à automática, principalmente por se tratar de um carro com uma tocada esportiva, que combina mais com a transmissão manual – mas a embreagem realmente poderia ser mais leve. Esportivo também é o acerto da suspensão, que pode, no entanto, ser visto por alguns mais como um defeito do que uma qualidade.

Satisfaz quem, como eu, gosta de esportividade, mas vai desagradar àqueles que querem o design de hatch, mas vão andar com a família por aí: os solavancos e as batidas secas são comuns em pisos mais irregulares, e o que agrada ao motorista pode não agradar aos passageiros.

O Focus, hoje, como disse o Douglas, só é um mau negócio porque não oferece o motor flex, presente nos principais concorrentes.

Mesmo que não seja vantajoso para você usar álcool hoje, é sempre bom ter a opção. Nem que seja por uma questão de mercado – depois pode ficar difícil revendê-lo.

Flávio R. Silveira | Repórter

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