Só três números e três letras

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Sou de uma família com tradições italianas. Além desse orgulho, a minha paixão é pelos automóveis da “Terra da Bota”. Sejam eles, produzidos pela Lamborghini, pela Maserati e pela Lancia –, só para citar. Bom, como todo italiano emotivo, a  minha adoração é pelos modelos da Ferrari. Entre tantos esportivos, a 288 GTO 1984 tem espaço reservado no meu coração. Esse ícone de Maranello foi mostrado em 1984 e construído para participar do Grupo B da FISA (Fédération Internationale Du Sport Automobile). Contudo, ele nunca foi para as pistas. Ao todo, as 272 unidades fabricadas foram para as ruas.

E de onde nasce essa minha paixão pelo modelo? Primeiro, suas formas quadradas e seus faróis escamoteáveis despertam uma sexualidade única. Está certo, que são décadas e tendências completamente diferentes, mas, para mim, a personalidade da 288 GTO é única e não pode ser comparada à de alguns modelos recentes da Ferrari, como a 488 GTB ou a FF.


Mais do que beleza, ela era construída com chassi tubular e pesava 1.160 quilos. Sob o capô, o motor V8 2.8 biturbo, 32 válvulas oferecia 400 cv de potência e torque de 50,6 kgfm, que permitia ao modelo beirar os 300 km/h de velocidade máxima. Bom, acho que não terei a chance de guiar esse modelo. Caso isso acontecesse… palavras não seriam suficientes para descrever esse momento.