Feito pra só uma pessoa, o curioso Solo, veículo elétrico de três rodas que mistura carro e moto já ensaiou seu lançamento em 2015 e 2018. Mas tem sua grande chance de crescer agora, com a pandemia do coronavírus. Isso porque a atual situação, que pode perdurar por tempo, exige o máximo de isolamento social e desestimula o uso do transporte público.

Além disso, a crise econômica inevitável resultante da pandemia vai fazer com que os americanos busquem carros cada vez mais baratos. E o Solo, que é fabricado pela empresa canadense Meccanica em Chongqing, na China, custa menos de US$ 20 mil (US$ 18,500 sem incentivos dos Estados, que pode ser grande). Além disso, ele pode ser abastecido com apenas US$ 15 por mês, considerando um uso médio.

Ainda a favor do carrinho Solo está o fato de que cerca de 90% dos motoristas, tanto aqui como nos EUA, andam a maior parte do tempo sozinhos em seus carros. Então, além de ideal para essa época de pandemia – com um motorista bem isolado das demais pessoas e um custo baixo de compra, uso e manutenção, ele ainda faz muito mais sentido no uso urbano, pois ocupa menos espaço nas ruas, não polui o ar e não emite ruídos. Lembra muito o Renault Twizy (leia aqui).

Solo

MECÂNICA E TAMANHO

O Solo tem tração traseira. A potência é de 55 cv, com 13 kgfm, mais do que tem um carro 1.0 a gasolina. Ele pesa 775 kg e mede 3,09 m de comprimento por 1,46 m de largura e 1,34 m de altura. O porta-malas acomoda 141 litros de bagagem.

A autonomia do Solo é de apenas 160 quilômetros. Mas, para o uso urbano, é mais que suficiente. Os principais mercados que marca mira são as grandes metrópoles dos EUA, como Los Angeles e Nova York. Depois de alguns ensaios, sem muito sucesso, o modelo começa a ser vendido este ano em quiosques e também por vendas on-line. Tem que aproveitar a oportunidade.

Tecnicamente, o Solo é uma motocicleta, embora totalmente fechado e dirigido como um carro, com volante e pedais normais. Ele tem só um assento, mas é acessível com portas dos dois lados. Também tem porta-malas e comodidades comuns a um veículo de passageiros normal. De série, tem som com bluetooth, ar-condicionado e uma câmera de ré. Com três rodas, ele não está sujeito aos crash-tests exigidos nos EUA para veículos de quatro rodas. Mas tem cinto de segurança e barra de rolagem integrada.

Solo

A velocidade máxima do Solo é de 130 km/h, com 0-100 km/h em cerca de dez segundos. Nada mau. Segundo a marca, o custo anual de combustível, comparando o uso idêntico, fica em US$ 70, contra US$ 891 de um sedã premium. Agora resta ver se, com a nova oportunidade, o modelo decola de vez.

 

Veja também

+ A biblioteca básica do motociclista cool

+ Tomografia revela que múmias egípcias não são humanas

+ Homem compra Lamborghini após fraude em auxílio emergencial

+ Restaurar um carro: quanto custa e quanto ele pode valorizar