SUV médio, preço pequeno

Roberto Assunção

O design é bastante atraente, mas familiar. Não se vê nome nenhum escrito na carroceria, nada que identifi que o SUV. A frente lembra o Hyundai ix35, a traseira traz à mente o Audi Q5. Há só uma estrela de cinco pontas na grade e outra na traseira. Em uma semana pelas ruas de São Paulo, só um manobrista matou a charada: “É um JAC?”, perguntou. “Sim, um T6. Mas não adianta procurar no sistema, pois só começa a vender em dezembro”, já avisei. Dentro da cabine, acabamento e design agradam – embora falte personalidade: o volante lembra os dos Honda, os difusores de ar têm forte infl uência dos Hyundai, e por aí vai.


Bem, o JAC T6 pode não ser um campeão em originalidade – uma qualidade cada vez mais rara na indústria, vale notar, e não só entre as marcas chinesas –, mas o resultado final é agradável e isso é o que importa. Na verdade, mais do que isso, o que importa é seu preço “matador” (por enquanto, uma promessa): R$ 75.000. É o valor das versões mais caras do Ford EcoSport, do Renault Duster e do Chevrolet Tracker, mas em um SUV com porte de Hyundai ix35, Honda CR-V e cia., ou seja, carros de quase R$ 100.000. E é justamente aí que está a grande jogada da JAC Motors. 

O T6 que chega ao mercado em dezembro, porém, será diferente desse. O belo design, o ótimo espaço interno, o painel de boas leituras, os sistemas de auxílio em descidas e partida em subidas, além da moderna central multimídia, seguirão inalterados – assim como continuarão ausentes o ajuste de profundidade do volante e o cinto de segurança traseiro central de três pontos. Mas o couro de cor caramelo dará lugar a um de cor preta, o ar-condicionado será digital automático de duas zonas e haverá grandes mudanças mecânicas. Algumas para melhor, outras para pior. 

A engenharia da JAC no Brasil está tropicalizando o carro, calibrado originalmente para o consumidor chinês. Suas suspensões exageradamente macias ficarão mais firmes e a levíssima direção elétrica ganhará mais peso. Essas são as mudanças positivas, cujos resultados ainda teremos de esperar para ver. Na mecânica, porém, a tropicalização não será tão positiva. O T6 ganhará a opção de rodar com etanol, o que é bom, mas perderá a sexta marcha no câmbio manual e também o motor turbinado. No lugar dos 177 cv e 24 kgfm, terá um moderno 2.0 flex com comando variável de 155 cv e cerca de 20 kgfm. Perderá um pouco em desempenho, mas não deve decepcionar, pois terá a potência de um Honda CR-V. Pena que não esteja previsto, por enquanto, um câmbio automático – exigência do consumidor do segmento. Mas, se o carro vier pelos R$ 75.000 prometidos, muita gente vai decidir botar o pé esquerdo para trabalhar. 

 

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