Tiguan contra todos

CHEVROLET CAPTIVA SUGERIDO

R$ 105.758

TOYOTA RAV4 SUGERIDO

R$ 126.900

HYUNDAI SANTA FE SUGERIDO

R$ 99.900

VW TIGUAN SUGERIDO

R$ 124.190

O novo crossover da Volks chega para incomodar muita gente. Com preço sugerido de R$ 124.190, em um patamar intermediário entre modelos de entrada como Honda CR-V e Captiva quatro cilindros e modelos “top” como Ford Edge e Audi Q5, ele enfrenta uma série de rivais de diversas marcas, como Subaru Forester, Land Rover Freelander e Mitsubishi Outlander, entre outros.

Aqui, para enfrentá-lo, selecionamos modelos de quatro nacionalidades diferentes: o mexicano Chevrolet Captiva, o coreano Hyundai Santa Fe e o japonês Toyota RAV4. Os dois primeiros acenam com motor V6 e preço mais atraente (R$ 105.758 o Captiva e R$ 99.900 o Santa Fe, no modelo com cinco lugares – na versão avaliada, com os mesmos equipamentos e aparência, mas sete lugares, o preço sobe para R$ 118 mil), enquanto o RAV4 traz o prestígio japonês, mas com preço alto. É o mais caro dos quatro, vendido por R$ 126.900.

Em comum, eles têm, principalmente, a posição alta de dirigir, que tanto atrai o consumidor deste tipo de carroceria, os bancos traseiros reclináveis, a suspensão independente e a tração integral nas quatro rodas (com bloqueio do diferencial central por botão somente no RAV4 e no Santa Fe). São também equipados com câmbio automático, com a maior economia e o melhor desempenho das transmissões de seis marchas de Chevrolet e Volks, contra as caixas de apenas quatro marchas de Hyundai e Toyota.

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Mas aí começam as diferenças. No récem-chegado Tiguan, há uma boa oferta de itens de série e opcionais. Não é o melhor nem o pior nesse quesito. Já vem com dutos de ar para a segunda fileira de bancos, sensores de luz, chuva e estacionamento, retrovisor antiofuscante e monitor de pressão dos pneus, mas cobra um extra pelo teto solar panorâmico (também disponível no Santa Fe sete lugares, por R$ 7 mil adicionais), pelos bancos de couro (com regulagem elétrica, inclusive lombar, só para o motorista e aquecimento) e pelos faróis de xênon com luz auxiliar para curvas e pela opção de trocas de marchas no volante.

Captiva e Santa Fe tem ligeira vantagem nos itens de série. O último tem ar-condicionado digital com duas zonas e com saídas nas duas fileiras de bancos (ou nas três, na versão com sete lugares), enquanto o Captiva só tem saídas de ar no painel e o controle é analógico. Nova vantagem do Hyundai nos itens de conforto, como regulagem elétrica para os dois bancos dianteiros (no Captiva só para o motorista). O Chevrolet, em contrapartida, dá o troco nos faróis com acendimento automático, sensor de chuva, monitor de pressão dos pneus, disqueteira e entrada auxiliar, mas o sensor de estacionamento poderia vir de série, como no rival. Ainda assim, o Captiva não vai mal.

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Em termos de luxo e sofisticação, o que mais destoa no grupo mesmo é o Toyota, que fica bem atrás dos concorrentes: não tem bancos de couro, computador de bordo, sensor de chuva, auxílio de estacionamento, faróis com acendimento automático nem espelho retrovisor interno antiofuscante. Nos itens de segurança, só dois airbags dianteiros (nos outros se adiciona bolsas laterais e de cortina) e nada de controle de estabilidade.

Sob o capô, o novo Tiguan tem motor 2.0 quatro cilindros e com 2,0 litros mas, alimentado com injeção direta e apimentado por um turbocompressor, oferece 200 cv e torque de 28,5 kgfm, linear de baixíssimas 1.700 rpm a 5.000 rpm. Seu desempenho empolga e é bem semelhante ao do Captiva V6, que tem 261 cv e 32,95 kgfm, também em baixas rotações: 2.100 rpm. E bem melhor que o do Hyundai, cujo V6 tem os mesmos 200 cv do Tiguan, mas com torque menor, de 25,3 kgfm, e a desvantagem do câmbio, que faz o Santa Fe andar um pouco atrás até do (mais leve) RAV4, com seu quatro cilindros 2.4 de 170 cv.

O único sete lugares é o Santa Fe

Um bom desempenho ajuda bastante no prazer ao dirigir, mas não é o único fator. Embora os motores os façam andar juntos, o Tiguan ganha fácil do Captiva no comportamento dinâmico. Tem suspensão mais esportiva, enquanto o rival oferece bastante conforto, mas com um pouco de ruído vindo das suspensões e uma excessiva rolagem da carroceria em curvas – a sensação de segurança é menor. Santa Fe e RAV4 ficam no meio do caminho, com bom equilíbrio entre esportividade e conforto. O VW ainda tem o sistema de direção mais direto e maior silêncio na cabine (enquanto o RAV4 é o que mais deixa passar os ruídos do motor). Na posição ao volante, nova vantagem do Tiguan, que mais se assemelha a um carro de passeio. Santa Fe e RAV4 também têm boa posição, enquanto o Captiva tem uma grave falha: além de não ter regulagem de profundidade do volante, o assento do banco é curto para quem tem mais de 1,70 m – fica difícil para o motorista conseguir sentar-se confortavelmente.

Aliás, a Chevrolet deveria ter caprichado mais na ergonomia em geral: os comandos do computador de bordo são feitos por pequenos botões no painel, do lado esquerdo do volante, e a troca sequencial de marchas é feita não pelo tradicional movimento da alavanca, como nos rivais (menos o RAV4, que não oferece trocas sequenciais, embora permita escolher, manualmente, limitar a marcha mais alta em terceira, segunda ou “low”), mas, sim, por um incômodo botão em sua lateral.

Para quem aprecia, acima de tudo, o prazer ao volante, pode abrir mão do espaço interno e aceita pagar uma quantia considerável a mais, o Tiguan é a melhor escolha. Já o consumidor mais racional deve ficar com o Captiva, que tem espaço semelhante e desempenho superior ao do Santa Fe. Entretanto, para quem precisa de sete lugares ou não faz questão de desempenho vigoroso e prefere uma posição de dirigir mais agradável, o Hyundai é a melhor compra.

Já o RAV4 entrou nessa briga meio de gaiato: apesar de ter praticamente o mesmo preço e porte do estreante Tiguan, é caro demais pelo que oferece. Só leva vantagem no consumo de combustível. Mas o fato de ser mais ecologicamente correto, não o salva da última colocação. Vale aqui uma observação: como Hyundai e Toyota não divulgam os dados de consumo, usamos os números disponíveis em outros mercados. Como os critérios para avaliação do consumo, e até o próprio combustível, variam em cada país, os dois obtiveram resultados piores do que teriam pela norma brasileira. Além disso, apesar dos números – brasileiros – da Captiva serem melhores que os do Tiguan, na prática, observamos o inverso. No uso diário, o que nos fez gastar menos com combustível ao final do teste foi o RAV4, seguido de Tiguan, Santa Fe e Captiva, nesta ordem.

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