14/04/2026 - 11:00
Se você sentiu que o trânsito de São Paulo virou um teste de paciência infinito na última tempestade, não foi impressão sua. Um estudo recente da Geotab, líder em gestão de frotas, revelou que a capital paulista é a metrópole mais “sensível” à água em toda a América Latina.
Enquanto nossos vizinhos parecem lidar melhor com o guarda-chuva, o paulistano vê o velocímetro despencar. Confira os pontos mais curiosos desse levantamento:
1. O ranking da lentidão no trânsito
O estudo comparou São Paulo, Cidade do México e Buenos Aires entre setembro de 2025 e fevereiro de 2026. O resultado? São Paulo é a campeã disparada em perda de velocidade:
São Paulo: redução média de 3,2%, podendo chegar a críticos 14,8% em chuvas intensas.
Buenos Aires: quase imune, com queda de apenas 0,5%.
Cidade do Méxicoo mistério: a velocidade curiosamente subiu 0,6% em dias chuvosos.

2. Caos com hora marcada
Se você precisa sair de casa às 7h da manhã, prepare o café extra. É justamente no pico da manhã que o impacto é mais severo. No dia 10 de fevereiro de 2026, por exemplo, a combinação de chuva forte e horário de pico resultou em surreais 1.054 quilômetros de lentidão na capital — o recorde do ano.
3. Ciência no asfalto
Para chegar a esses números, não foi usada apenas a observação de janela. A Geotab analisou:
16,2 milhões de trajetos.
31 mil segmentos viários.
Cruzamento de dados de telemetria em tempo real com registros meteorológicos da plataforma Open-Meteo.
Por que importa?
Além do estresse, a chuva no trânsito dói no bolso. Segundo Caroline Adelina de Jesus, engenheira da Geotab, a variação constante entre aceleração e frenagem (o famoso “anda e para”) aumenta drasticamente o consumo de combustível e reduz a produtividade das empresas.
Moral da história: Em São Paulo, se as nuvens carregarem, o melhor é ajustar a rota, conferir o app de navegação e aceitar que o dia será, literalmente, em câmera lenta.
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