Turquia determina prisão preventiva de cinco acusados no caso Ghosn

Ex-presidente da aliança Renault-Nissan deixou o Japão, onde cumpria prisão domiciliar, em direção ao Líbano

Divulgação

A fuga do executivo brasileiro Carlos Ghosn do Japão para o Líbano já gerou as primeiras prisões. A Turquia determinou a prisão preventiva de cinco pessoas por terem ajudado o ex-presidente da aliança Renault-Nissan a fugir no último domingo (29) de sua prisão domiciliar.

Entre os presos estão quatro pilotos, sendo que dois deles estavam em serviço nos aviões utilizados na escapada, além de um diretor de uma empresa de carga privada. Foram apreendidas também duas aeronaves de uma empresa aérea privada, conforme confirmou o Ministro da Justiça da Turquia, Abdulhamit Gül, neste sábado (4), em entrevista à agência de notícias Anadolu.

Até o momento, não foram revelados os nomes dos detidos ou da empresa. Tudo indica que a companhia aérea seja a turca MNG, que havia confirmado o envolvimento de seus funcionários na fuga.

Relembre o caso
Carlos Ghosn foi preso no Japão em novembro de 2018, acusado de fraudes financeiras. Ele passou 130 dias na prisão, sendo liberado após o pagamento de fiança em abril do ano passado. Desde então, aguardava o julgamento em prisão domiciliar, estando proibido de deixar o país.

O executivo saiu de casa sozinho no último domingo (29), conforme revelam as imagens das câmeras de segurança. Em sua fuga, ele passou por Istambul, na Turquia, seguindo para a capital do Líbano, Beirute. As informações iniciais indicam que Ghosn fugiu dentro de uma caixa de instrumentos musicais após um concerto em sua residência.

Atualmente, há uma ordem de prisão contra Ghosn emitida no dia 2 de janeiro. A acusações incluem ganhos não declarados entre 2010 e 2015 de mais de R$ 167 milhões, além do uso indevido de bens da Nissan, repasse aos cofres da fabricante de dívidas particulares de mais de US$ 16 milhões e prejuízo de US$ 5 milhões para a Nissan em transferências para fundos em Omã.