Um bom meio-termo

Yamaha XJ6 F R$ 31.238 Fipe/Motor Show

Entre as motos de entrada e aquelas de sonho, possíveis apenas para alguns poucos mortais, existem alguns modelos que conseguem reunir um pouco desses dois mundos. São as motocicletas de médias cilindradas, que garantem boas doses de curtição por um preço bem atrativo. A Yamaha XJ6 é um bom exemplo desse custo-benefício. Com preço na casa dos R$ 30.000, o modelo, que substituiu as antigas FZ6 N e FZ6 S (linha Fazer 600), é vendido em duas versões XJ6 N (naked, sem carenagem) e XJ6 F (carenada).

Na tabela Fipe/MOTOR SHOW, a diferença entre essas duas versões não chega a R$ 2.500, o que aponta uma vantagem maior para o modelo top de linha, que, exatamente por isso, foi escolhido para a avaliação.


A carenagem representa um ganho de dez quilos. Mas, ao contrário do que se possa imaginar, o aumento no peso não prejudicou a pilotagem. Com esses quilinhos a mais, a roda dianteira fica até mais estável e não deixa que a motocicleta perca contato com o solo em acelerações bruscas ou em imperfeições do asfalto. Outro ponto que ratifica a opção pela XJ6 F é sua aerodinâmica. Na estrada, ela corta o vento com mais eficiência, aumentando sua velocidade máxima e diminuindo o seu consumo em cerca de 7%. E, quanto maior for a velocidade, maior é a influência aerodinâmica e, proporcionalmente, maior a economia de combustível.

Yamaha XJ6

Motor quatro tempos, quatro cilindros em paralelo, 600 cm3, 16V, DOHC, refrigeração líquida Transmissão seis velocidades porcorrente SUSPENSÕES forquilha telescópica (dianteira) e braço oscilante (traseira): Dimensões comp: 2,12 m – larg: 0,77 m – alt: 1,08 m – alt. assento: 0,79 m entre-eixos 1,440 m Pneu 120/70 ZR17 (frente) -160/60 ZR17 (atrás) Peso 250 kg (a seco) • Gasolina Potência 78 cv a 10.000 rpm Torque 6,1 kgfm a 8.500 rpm Vel. máxima não disponível 0 – 100 km/h não disponível Consumo não disponível

O modelo também surpreende na cidade. Seu motor de quatro cilindros 600 cm³ com 78 cv de potência e 6,1 kgfm de torque mostra comportamento ideal no trânsito, quando se necessita de agilidade e respostas rápidas. Fácil de pilotar e rápida nas retomadas de velocidades, sem necessidade de trocas constantes de marcha. O banco fica a 0,79 m de altura e privilegia os baixinhos, que podem colocar os dois pés no chão sem esforço. Já para os grandões, a posição não é das melhores, pois as pernas ficam muito curvadas. O garupa vai bem, mas a falta de espuma no assento e uma ondulação no centro do banco acaba trazendo desconforto em viagens longas.

Além de não roubar a agilidade (como muitos afirmam), a carenagem completa garante ganhos também em baixas velocidades, quando a aerodinâmica perde importância. Os retrovisores, por exemplo, ficam mais distantes do condutor, aumentando seu campo de visão – enquanto na versão naked esse equipamento de segurança é fixado no guidão.

SHARE
Artigo anteriorFeliz carro novo
Próximo artigoMercado