Um compacto notável

Roberto Assunção

De olho nos consumidores mais exigentes e conectados com o mundo tecnológico, a Ford apresenta a segunda geração do New Fiesta Sedan 2014, que segue os passos de seu antecessor e continua sendo importado do México. No Brasil, serão comercializadas duas versões, a SE com transmissão manual de cinco marchas (R$ 49.990) e a Titanium PowerShift, com transmissão de dupla embreagem e seis velocidades (R$ 58.990). Ambas são equipadas com o novo motor Sigma 1.6 16V flex com duplo comando variável, de até 130 cv (etanol), já presente no hatch.


Posicionado pela marca como sedã compacto “premium”, a Ford aposta no conteúdo para se diferenciar. Entre as novidades estão o sistema Easy-Start (dispensa o tanquinho de partida a frio), a direção elétrica e a chave MyKey, que permite ao proprietário programar desde a velocidade limite até o volume do som. Seu principal concorrente, o Honda City LX AT (R$ 57.664), com motor 1,5 litro 16V de 116 cv, aposentará o reservatório somente em 2015, quando chega o modelo 2016.

A versão Titanium PowerShift também é a primeira na categoria a disponibilizar sete airbags, e a única versão automática do segmento com selo A de eficiência do Inmetro. No mercado, o antigo New Fiesta encerrou a primeira quinzena de julho com 264 unidades vendidas, segundo a Fenabrave, atrás do rival Honda City, com 688. Também entram na briga Volkswagen Polo Sedan, com 300 vendas (que sai de linha em 2014 para dar lugar ao novo Santana), e Chevrolet Sonic Sedan, com 165. Nessa categoria, o New Fiesta Sedan divide com seu irmão maior, o Fusion, a cota de importação, que é de 1.800 carros, e deve ter um volume de vendas entre 1.000 e 1.400 unidades por mês.

Com o conjunto mecânico atualizado e o bom torque de 15,3 kgfm (etanol), o New Fiesta Sedan oferece boas retomadas sem prejudicar o consumo, de 7,9 km/l no uso urbano. Na estrada, as respostas da transmissão automatizada PowerShift com seis marchas demoram a aparecer. No modo manual (com trocas realizadas através de um botão na alavanca do câmbio), a tocada fica mais empolgante, mas não como num esportivo. O design robusto com linhas crescentes percorre as laterais até a traseira. A tampa do porta-malas recebeu elevação, o para-choque é maior, com sensor de estacionamento, e as novas lanternas apresentam perfil alongado. Embora carregue menos bagagem do que o Honda City (505 litros), o New Fiesta Sedan aumentou sua capacidade de 440 para 465 litros.

No interior as mudanças foram pontuais. O material utilizado é de boa qualidade e destacam-se os plásticos bem encaixados com boa sensibilidade ao toque. O banco do motorista possui regulagem de altura e a coluna de direção também é ajustável em profundidade. Dentro do habitáculo, o espaço comporta bem quatro ocupantes, mas quem viaja no banco traseiro sofre um pouco.

Na versão avaliada, a top de linha Titanium PowerShift, o consumidor leva para casa ar-condicionado digital, bancos e volante multifuncional em couro, vidros e travas elétricas, sensor de estacionamento traseiro, freio com ABS, rodas de liga leve aro 16, assistente de partida, sensor de chuva, acendimento automático dos faróis, espelho retrovisor interno eletrocrômico, acabamento Titanium (com painel central em Black Piano) e grade dianteira cromada. Com tantos atributos, os concorrentes que se cuidem.

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