Um estreante em terra de gigantes

Roberto Assunção

Lembra no início da sua carreira, quando algumas tarefas pareciam ser impossíveis de fazer? Todo começo é difícil, ainda mais quando os companheiros de mercado têm anos de experiência. Por isso, vida do Citroën C4 Lounge não será fácil. Além de superar os best-sellers do segmento de sedãs médios em 2013 – Honda Civic, com 26.192 vendas, e Toyota Corolla, com 24.858 –, ele terá pela frente adversários como Chevrolet Cruze (11.599 emplacamentos), Renault Fluence (7.058), Mitsubishi Lancer (3.212), Peugeot 408 (2.653) e Hyundai Elantra (2.066). Pelo menos são nesses carros que a Citroën está mirando, segundo seus executivos de marketing. Para ser um talento promissor, o novato aposta em uma receita consolidada. “O C4 Lounge oferece conforto, espaço interno, itens de segurança e um visual arrojado”, diz Gustavo Rotta, gerente de produto e de mercado.


O C4 Lounge não é uma evolução do C4 Pallas. Trata-se de um projeto global feito na China, na Rússia e na Argentina. Da fábrica de El Palomar, 80% da produção é destinada ao Brasil, além de abastecer os mercados do Paraguai, do Uruguai, da Venezuela e da própria Argentina. A Citroën nacionalizou cerca de 62% dos componentes, entre eles partes da carroceria, os para-choques, os faróis, as lanternas, os vidros, os painéis, os bancos, os revestimentos, os pneus e as rodas. Além disso, o C4 Lounge tem um índice de reciclabilidade de 80%.

Alguns aperfeiçoamentos visuais e mecânicos foram realizados. A dianteira exibe mudanças no símbolo do duplo chevron e na grade. O para-choque foi redesenhado com uma entrada de ar maior e houve uma adequação no ângulo de entrada, para evitar que a frente raspe em lombadas ou valetas. Essas novidades vieram do Departamento de Design e Criação América Latina. A iluminação diurna é de LEDs e os faróis de xenônio são autodirecionais. Outras diferenças do C4 Lounge para o Mercosul, em relação aos modelos chinês e russo, aparecem no uso moderado de cromados, no para-choque traseiro mais esportivo e com extrator de ar e na ponteira dupla de escapamento. As rodas de liga leve de 17” têm desenho direcional e são utilizadas por outros modelos da marca na Europa.

Montado sobre uma versátil plataforma, ele é 15 cm mais curto em relação ao C4 Pallas, mas manteve o entre-eixos de 2,71 m. Quem viaja atrás encontra bom espaço para as pernas e o encosto do banco traseiro tem uma inclinação de 29°, que aumenta o conforto. Atrás também há encostos de cabeça para todos os ocupantes e saída de ar. O interior traz materiais de qualidade, agradáveis ao toque. A iluminação do painel pode ser personalizável em cinco tons diferentes e os bancos têm pigmentos metalizados que aumentam o requinte. O bom isolamento acústico foi obtido com o para-brisas acústico e o uso de materiais fonoabsorventes e insonorizadores. Essa versão top Exclusive trazia o teto solar de fábrica e o áudio da renomada Arkamys. Pesa contra o modelo o porta-malas de 450 litros (o C4 Pallas tinha 580 litros). Além disso, o estepe de medida 205/55 R16 ajuda a roubar o espaço.

O motor 1,6 litro com turbo e injeção sequencial é o mesmo que equipa a linha DS e outros modelos da Mini e da Peugeot. “O bloco 1,6 litro já era preparado para receber a nossa gasolina”, conta Cláudio Lobão, responsável da marca pelo relacionamento com o cliente no Brasil. O bom torque aparece logo depois da marcha lenta. O câmbio automático de seis marchas faz trocas rápidas e tem opção de mudanças sequenciais somente pela alavanca. A sexta marcha foi alongada, com o objetivo de reduzir o consumo de combustível. A Citroën não confirma, mas é aguardado o motor 2,0 litros flex e a opção de câmbio manual para breve, para quem valoriza mais prazer ao volante.

As suspensões foram recalibradas. “Instalamos buchas com uma nova composição que garantem maior durabilidade”, conta Lobão. Pudemos comprovar isso nas ruas, estradas e no circuito de Buenos Aires. É um conjunto que absorve com maciez as irregularidades do piso, sem esquecer de proporcionar equilíbrio e estabilidade nas curvas contornadas rapidamente. A direção eletroassistida aumenta a esportividade com respostas rápidas ao esterço. Caso o motorista passe da conta, há um completo pacote de segurança, incluindo freios com ABS e EBD, ESP (controle de estabilidade), ASR (antipatinagem) e seis airbags (dianteiros, laterais e de cortina). A adoção de uma nova arquitetura eletrônica trouxe novos equipamentos – entre eles o monitor de pontos cegos e os sensores de estacionamento dianteiros e traseiros, que facilitam a vida do motorista.

Como se vê, o Citroën C4 Lounge pode ser um estreante, mas tem atributos para enfrentar os concorrentes. Na versão Exclusive, que experimentamos na Argentina, o preço é estimado em R$ 78 mil.

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