Um mercado quase impenetrável

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Nas ruas de Tóquio, é raro ver carros importados. Em 2012, representaram só 4,5% dos veículos vendidos no Japão. Culpa não só do protecionismo local, que cobra elevados impostos dos importados e exige inúmeras adaptações a regras locais, mas também da necessidade de carros pequenos e com motores de até 660 cilindradas, os “kei cars”. Por isso, o Salão de Tóquio é fraco em lançamentos de importados. As americanas Ford e GM, por exemplo, nem participam da mostra. Para se ter uma ideia, Cadillac e Chevrolet juntas venderam cerca de 1.000 carros lá em 2012. As marcas que conseguem se sair melhor, proporcionalmente, são as de luxo. Não por acaso, foram as que mostraram mais novidades – mesmo assim, na maioria em apresentação simultânea com o Salão de Los Angeles, realizado nos mesmos dias.