Um Mini Cooper mais acessível

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Os charmosos mostradores circulares de velocidade e rotação continuam na versão de entrada, que perde o ar digital, o som com entradas auxiliares e a roda aro 16

O Mini chama a atenção nas ruas. Essa é a primeira conclusão que se chega ao andar em um modelo da marca inglesa. São diversas pessoas acenando e olhando para você e apontando para o seu carrinho charmoso e retrô. Não importa a versão que seja, por ele ser tão diferenciado, sempre é um símbolo de status. As pessoas intuem que aquele carro deve ser bem caro, seja ele a entrada da linha ou o topo.


Com a intenção de aumentar as suas vendas no Brasil, a marca inglesa, controlada pela BMW, trouxe para o País a versão de entrada One, lançada há alguns anos na Europa. Ela custa R$ 10 mil a menos que a até então mais barata opção do portfólio da fabricante, a Cooper Salt.

Pagar menos, significa – obviamente – abrir mão de alguma coisa. Aqui, o ar-condicionado digital deu lugar a um manual, mais simples. As rodas são aro 15 (e não 16 ou 17 como nas outras versões), o rádio perdeu a entrada USB, o bluetooth e os comandos no volante. Nada muito signi cativo, se não fosse pela mudança do motor.

O motor ainda é o 1.6 16V, mas com potência diminuída para 98 cv. E não é que ele faça feio. Na cidade, até que vai bem. O problema é que seu desempenho se tornou comum, su ciente apenas. E, nesse caso, R$ 70 mil em um carro comum é muito dinheiro.

Mas aí entram as ótimas qualidades do modelo, como a preocupação com a segurança. São seis air bags, freios ABS, auxílio em subidas e controle de estabilidade. A sensação de se estar pilotando um kart permanece. Sua suspensão esportiva e seu centro de gravidade baixo permitem ao carrinho fazer curvas como ninguém, ainda que sacri – cando um pouco o conforto. Além disso, o ponto H baixo, o volante pequeno e rme e o câmbio de seis marchas, que permite baixo consumo de gasolina, também contribuem para justi car o alto preço.

Mesmo com preço mais baixo, o Mini Cooper continua um produto muito mais emocional do que racional. Um brinquedo bem interessante para quem quer se diferenciar.

 

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