Um novo nome para uma nova era

O i8 e sua revolução no conceito de esportividade o assustaram? Não precisa ficar preocupado: os engenheiros da BMW não esqueceram daqueles que aprenderam a dirigir no século passado, que gostam de sensações verdadeiras e ligam mais para e cácia do que para e ciência. O problema – se é que pode ser considerado um problema – é se acostumar ao fato de que M3 é só um sedã; o cupê agora se chama M4. Mas racionalidade é racionalidade: se o cupê do Série 3 virou Série 4, não havia outra opção  para sua versão esportiva. 


O novo motor 6 cilindros em linha é menor que os V8 anteriores (tem 3 litros, em vez de 4), mas ganha um par de turbinas. Não há, porém, motivo para se decpcionar: este motor é “M” em todos os aspectos. É verdade que a sobrealimentação não é a tecnologia preferida dos fãs do M3, que certamente teriam preferido seguir a tradição dos motores aspirados. Mas tudo bem: apesar de  não ter o mesmo espírito esportivo do V8, esse 6 cilindros tem, além de 431 cv, muito caráter. O uso das turbinas não o deixa tão envolvente, mas o torque máximo é estável de 1.850 a 5.500 rpm e, em altas rotações, ele se assemelha a um aspirado. A linha vermelha do conta-giros começa só a 7.600 rpm, quando a sonoridade do M4 está no melhor momento. Na hora de mudar de marcha, o tradicional botão junto à alavanca permite escolher entre três níveis de atuação do câmbio de dupla embreagem e sete marchas. No mais agressivo, o carro dá “coices” nas trocas; o intermediário é igualmente rápido, mas sem trancos.

Como seus antecessores (em particular as duas últimas gerações), o M4 convence pela harmonia: a direção não impressiona, mas garante boa dose de controle e trabalha em perfeita sintonia com a dianteira. Além disso o chassi é equilibrado como poucos, capaz de perdoar os erros do piloto, mas também (e principalmente) de fazer exatamente o que ele quer. 

Na pista, o cronômetro favorece o M4, mais leve (só tem duas portas), mas na estrada os dois M tendem a se equivaler. Por outro lado, quando o sedã é tão bom, fica difícil para o cupê se destacar. No nal das contas, a escolha vai acabar se baseando em um critério mais subjetivo: a aparência. . A nal, quem compra esportivos como esses gosta de ser visto. No Brasil, o M4 chega ainda no segundo semestre, com preço na faixa de R$ 450.000 (o M3, se vier, é só no ano que vem). Seus maiores rivais adotam a velha fórmula de V8 aspirados: Mercedes-Benz C 63 AMG Coupé (6,2 litros s-Benz C 63 AMG Coupé (6,2 litros 487 cv, 0-100 km/h em 4s3) e Audi RS5 Coupé (4,2 litros, 450 cv, 0-100 em 4s6). Um detalhe importante: na prova de aceleração, os dois rivais perdem para o BMW – que, apesar do motor menor e da menor potência cumpre a prova em 4,1 segundos. Mérito, também, das tais “indeseja das” turbinas. Não adianta, portanto, torcer o nariz para elas.

 

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