Uma F1 eletrizada

Como mostramos na edição de abril (disponível para leitura em nosso site: www.motorshow.com.br), a partir do ano que vem os motores da Fórmula 1 vão sofrer um downsizing. No lugar do atual 2.4 V8, os bólidos terão motores 1.6 V6. As principais mudanças estão na tabela ao lado, mas elas vão além. No total, geram uma economia de combustível de 35 a 40%. Essa revolução já está acontecendo nos carros de passeio. Fomos à França conferir como ficou a versão definitiva do motor Renault para 2014, que equipará os carros da Red Bull, da Williams, da Lotus e da Caterham.

O maior desafio foi manter a potência atual, acima dos 750 cv, com o motor menor. Para isso, além de o 1.6 ser turbinado para garantir 600 cv, ele ganhou a ajuda de dois motores/geradores elétricos (MGU-K e MGU-H). O primeiro equivale ao KERS de hoje, mas tem o dobro de potência (160 cv). A energia que pode ser liberada por ele a cada volta também muda, passando do atual 0,4 MJ para 4 MJ. Isso se reflete no ganho de velo- cidade e no tempo de volta. Enquanto o KERS de hoje garante 3 km/h extras e a redução de dois ou três décimos de segundo por volta, o MGU-K eleva o ganho para 30 km/h e dois a três segundos.

Já o segundo motor/gerador, o MGU-H, fica localizado dentro do V do motor – e é acoplado à turbina por um eixo. Ele aproveita parte do calor do escape para gerar energia, que fica armazenada nas baterias ou, em situações de muita demanda, é mandada diretamente para o MGU-K (evitando o desperdício de 20% que ocorre quando passa pelas baterias). Além disso, esse motor/gerador pode reduzir a velocidade da turbina, eliminando a necessidade de uma válvula de alívio, ou aumentá-la, ajudando a acabando com o turbo lag. E prepare-se: essa tecnologia logo estará no seu carro.