Uma mudança discreta

A Honda levou ao pé da letra a recomendação de que “não se mexe em time que está ganhando”. Com um público consumidor cativo que gosta de carro calmo, discreto e durável, o Honda City mudou pouco em relação ao modelo lançado em 2009. Nessa nova linha 2013, a marca pretendeu deixar o sedã derivado do Fit mais esportivo e, dessa forma, aumentar o leque de consumidores. Na realidade, o carro não mudou quase nada. Só os mais observadores notam. Para o grande público, é praticamente o mesmo.

Na mecânica, a esportividade passa longe do pacato e econômico 1.5 ex de até 115 cv (gasolina/etanol). Nele e no câmbio, nada mudou. A única alteração signi cativa foi o aumento do volume do tanque – antes de 42 litros, agora com 47 litros. A mudança deve reduzir as queixas em relação à autonomia limitada, principalmente quando se utiliza o etanol. A nal, o carro foi desenvolvido para diversos mercados, sem considerar o uso do derivado da cana, consumido pelo motor em uma taxa maior.

No lugar das oito versões da linha 2012, agora são cinco. A DX, de entrada, é oferecida com câmbio manual; a LX, com ABS de série, pode ser manual ou automática; e a EX, topo de linha, também tem as duas versões de transmissão – e vem com sensor de estacionamento e borboletas para trocas de marcha no volante. Externamente, o City ganhou novas formas no para-choque dianteiro e na grade dianteira – agora cromada em todas as versões – e rodas com um desenho diferente para cada uma das versões. No interior, as novidades – se é que podem ser chamadas assim – cam restritas apenas à cor da iluminação dos instrumentos (mudou do laranja para o azul).

Um bom carro, mas que, pelo preço, deve ser motivo de estudos no mercado antes de se fechar negócio. Há modelos mais potentes e mais espaçosos por preços mais convidativos. Mas, claro, para quem é fã da marca e procura um sedã médio econômico, com boa capacidade de porta-malas e sem di culdades na hora da revenda, o City pode, sim, ser uma boa opção de compra.

A versão das fotos, topo de linha, é bastante equipada, mas por R$ 66.855 dá para comprar sedãs maiores e mais potentes, como VW Jetta, Toyota Corolla e, para car na mesma marca, Civic. A iluminação dos instrumentos agora é azul

Honda City EX

MOTOR quatro cilindros em linha, 1,5 litro, 16V, comando variável TRANSMISSÃO automática sequencial, cinco marchas, tração dianteira DIMENSÕES comp.: 4,40 m – larg.: 1,70 m – alt.: 1,48 m ENTRE-EIXOS 2,550 m PORTA MALAS 506 litros PNEUS 185/55 R16 PESO 1.192 kg ● GASOLINA POTÊNCIA 115 cv a 6.000 rpm TORQUE 14,8 kgfm a 4.800 rpm VELOCIDADE MÁXIMA não disponível 0 – 100 KM/H não disponível CONSUMO não disponível CONSUMO REAL cidade: 11,2 km/l / estrada: 14 km/l ● ETANOL POTÊNCIA 116 cv a 6.000 rpm TORQUE 14,8 kgfm a 4.800 rpm VELOCIDADE MÁXIMA não disponível 0 – 100 KM/H não disponível CONSUMO não disponível CONSUMO REAL cidade: 7,5 km/l / estrada: 8,3 km/l

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