Uma nova opção de sedã

207 PASSION XS 1.6 R$ 47.650

Visto de frente, seu design impressiona. Depois que ele passa, exibindo a traseira, falta um pouco de harmonia: o 207 Passion – nome escolhido para a versão sedã do novo 207 – sofre do mesmo mal que o hatch. Ambos ganharam a frente bela e agressiva dos modelos “final 7” da Peugeot, mas faltou equilíbrio no design. Depois do fracasso do 307 Sedan, a marca deveria ter ousado um pouco mais no projeto deste novo três volumes. Mas isso é questão de gosto, e dizem que gosto não se discute. Será?

TESTE DE EMISSÃO

Mas o Passion conquista pelo interior: os plásticos têm qualidade superior aos dos concorrentes, o painel tem linhas mais modernas que os “quadrados” Siena, Logan, Fiesta e Corsa. Ganha pontos também pelos itens de série, pelo menos nesta versão 1.6 XS – vidros elétricos nas quatro portas, sensor de chuva, computador de bordo, faróis automáticos, banco traseiro bipartido, volante com regulagem de altura. Decepcionam a falta dos alto-falantes traseiros e a abertura do porta-malas, feita só com a chave.

Mas é ao volante que a coisa muda de figura: apesar do ótimo motor flex com até 113 cv, que proporciona um ótimo desempenho – melhor ainda nesta versão com câmbio manual –, a dirigibilidade é prejudicada pela suspensão. Talvez a escolha errada da marca tenha sido “amolecer” o sistema, mais esportivo no hatch e na SW. No sedã para a família, a Peugeot decidiu seguir o Siena e proporcionar mais conforto – mas o carro ficou “solto” demais.

Mesmo assim, comparado com Siena e os concorrentes, é uma compra interessante. Nenhum de seus rivais diretos é um exemplo de prazer ao volante: mas a Volks tem o Polo 1.6, talvez o maior obstáculo para ele (e para os demais que se aproximam dos R$ 50 mil). Eu, pelo menos, abriria mão de alguns itens de conforto, e levaria o VW, mais convincente no conjunto.

•Ao contrário do Flávio, sou sim partidária da teoria de que gosto não se discute. Mas a busca pelo melhor equilíbrio entre a forma e a função pode e deve ser discutida na avaliação de um carro. Algumas vezes, abre-se mão de linhas mais harmônicas para privilegiar aspectos como habitabilidade, por exemplo. Em outros momentos, há a necessidade de se ter um carro mais atraente, mesmo em detrimento do espaço para bagagens. O que não pode é o carro ser feio e pouco funcional. Isso não dá! No caso do 207 Passion, achei que o trabalho ficou razoável. Ok, ele passa longe do 307 Sedan, mas também não tem linhas bem resolvidas como as do Siena (para mim, o mais belo do segmento). O terceiro volume parece adaptado (olhe foto à direita). O espaço interno é o mesmo do hatch e o bagageiro é tímido. Acomoda 420 litros, contra 500 litros de alguns rivais. Além disso, a unidade avaliada tinha barulhos em excesso. De qualquer forma, concordo com o Flávio: o motor agrada e o carro tem muitos itens de série pelo que cobra.

Ana Flávia Furlan | Chefe de reportagem

Deste ângulo, dá para perceber bem a falta de harmonia das linhas. Parece que sua traseira foi simplesmente “encaixada” no hatch

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