Uma situação delicada

As minivans já foram uma ameaça a outros segmentos familiares como o das peruas, dos sedãs e dos hatches médios. Mas esse tempo vai longe. Hoje, elas já não assustam mais ninguém. Em parte pela falta de novidades, em parte pela dirigibilidade sem doses mínimas de emoção, elas foram sendo preteridas pelo consumidor e atualmente têm números tímidos de vendas. Com a Scénic não é diferente.

Aliás, ela é a que mais sofre. Em junho passado, a Renault emplacou 388 unidades do monovolume contra 801 do Picasso e 830 da Zafira. Para se ter uma idéia, em dezembro de 2006, seis meses antes, a Scénic havia fechado com o registro de 591 emplacamentos. De fato, a Scénic tem a pior situação entre as rivais.

Ela envelheceu demais e o consumidor não perdoa isso em um carro que custa mais de R$ 60 mil. Trata-se basicamente do mesmo modelo que inaugurou o segmento em 1999. Poucas alterações de design e algumas mudanças mecânicas foram feitas, mas nada que seja realmente significativo.

A Scénic é a minivan com o menor espaço de habitáculo, seu motor 2.0 queima só gasolina, os engates do câmbio não são muito precisos… Mas, mesmo assim, como produto, ela não é ruim. Seu propulsor de 140 cv tem bom desempenho, a lista de itens de série é atraente (conta, inclusive, com ABS e airbag), seu consumo é mediano e o preço justo pelo que oferece. Mas não tem jeito! O mercado é implacável. Enquanto a nova Scénic não chegar ao Brasil, a Renault não verá sua minivan em uma situação melhor. Agora, se você não liga para seu visual antiquado… Pode ser uma boa pedida.

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