Uma viagem no tempo de Nissan Frontier

Fomos à Chapada Diamantina explorar cenários incríveis e tesouros arqueológicos cheio de pinturas rupestres de até oito mil anos atrás

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Do aeroporto da Chapada Diamantina, na Bahia, seguimos para o norte, rumo a Morro do Chapéu. A cidade não é um destino comum: a maioria dos turistas segue para Lençóis, porta de entrada do Parque Nacional, cercada de mais belezas naturais e bem mais turística. Nosso passeio, no entanto, foi diferente: exploramos, junto com o professor de arqueologia Carlos Etchevarne, cenários esquecidos de enorme valor histórico, onde a história de nossos ancestrais está registrada em pinturas rupestres com mais de 8 mil anos.

Fizemos parte da “Expedição Nissan: à procura do início do Brasil”, que, depois de explorar Piauí, Mato Grosso e Minas Gerais, foi ao Estado onde os portugueses “descobriram” o Brasil conhecer a história de povos bem mais antigos, que viviam aqui muito antes de o Brasil ser o Brasil. Achar sítios arqueológicos não é uma atividade tão procurada, mas na região não faltam opções. É difícil competir com cachoeiras e outras belezas do parque, mas, para quem se interessa por história e gosta de caminhar em meio à natureza, pode ser um bom passeio.

Pouco usadas, as estradas para chegar a tais locais ficam devendo sinalização e, principalmente, condições de rodagem. Por isso, é essencial ter um veículo 4×4 como as picapes Nissan Frontier que usamos. Para chegar à Toca do Pepino, por exemplo, o caminho de Morro do Chapéu à Vila do Ventura (o que restou da época da corrida dos diamantes) é bom até para carros comuns, mas desse povoado até a trilha para a Toca, onde estão muitas pinturas, o caminho é complicado. Ao passar pelo leito de um rio, por exemplo, a boa altura livre do solo (29 cm) ajudou a manter intacto o fundo da picape, enquanto a tração reduzida multiplicou a força do motor a diesel (190 cv e 45,9 kgfm) para superar com facilidade as pedras maiores.

Depois de explorar os atrativos de Morro do Chapéu – a Toca da Figura, o Abrigo do Sol, a Pedra do Boiadeiro e a Lagoa da Velha, entre outros locais – seguimos para Lençóis, onde fica a Serra das Paridas, o sítio arqueológico hoje com melhor estrutura para visitas de turistas (acaba de ser renovado com apoio do professor e da Nissan). Em três dias, rodamos 421 km de asfalto e 188 km de terra a bordo da Frontier, e mais cerca de 13 km a pé.

A aventura valeu a pena: andar nessas trilhas de natureza quase intocada, mistura de Cerrado e Caatinga, e ver pinturas feitas milhares de anos atrás ainda claramente desenhadas nas “tocas” – como são chamados os abrigos naturais do vento e da chuva resultantes da erosão das rochas sedimentares – é como viajar no tempo. Nos desenhos estão retratados, com diferentes técnicas, cores e complexidade, hábitos e desafios do “início do Brasil”. Formas humanas dançando e lutando, animais correndo ou cercados, plantas em cultivo… detalhes de vidas muito antigas que permanecem ali, depois de tanto tempo, para serem estudados. Ou simplesmente admirados.


GUIAS ESPECIALIZADOS
Morro do Chapéu
Francisco Barbosa – (74) 99909 6635 ou 99901 9014 ou 99103 2610 (valores a combinar)

Lençóis – Serra das Paridas
www.voltaaoparque.com.br
(75) 3334 1410 ou 99810 0023 (passeio de um dia na Cachoeira do Mosquito e Serra das Paridas: R$ 230 por pessoa)

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