Usado sem medo

Comprar um carro usado pode ser um ótimo negócio, e você pode levar um carro completo pelo que pagaria em um zero-quilômetro bem mais simples. Mas também pode causar muita dor de cabeça, por isso mostramos aqui os cuidados que se deve ter para avaliar um veículo usado e não levar um “mico” para casa. Não tenha pressa, e sempre verifique a autenticidade dos documentos.

Na compra em lojas, paga-se mais caro, mas você fica protegido pelo Código de Defesa do Consumidor – se o veículo apresentar problemas de fácil constatação, você terá 90 dias para reclamar. Se não forem resolvidos em 30 dias, você poderá exigir, à sua escolha, a troca do veículo por outro da mesma espécie, o cancelamento da compra ou o abatimento proporcional do preço. Comprando de pessoa física, fica mais difícil reclamar.

Alguns estabelecimentos vendem usados com nota fiscal ou recibo contendo a expressão “venda no estado”. Isto significa que o veículo não se encontra em perfeitas condições. Se houver interesse por este tipo de aquisição, solicite ao fornecedor que especifique na nota fiscal ou recibo todos os problemas apresentados.

Com o carro suspenso, pressione cada roda para dentro e para fora. Se houver folga, provavelmente o rolamento está gasto e deverá ser regulado ou trocado

Verifique se o veículo foi pintado recentemente. Fique atento às diferenças de cor e respingos de tinta nos frisos e borrachas. Carros encerados podem esconder defeitos na pintura

1. COM O CAPÔ ABERTO

Observe se o número do chassi gravado perto do motor, no vidroou em outros locais é o mesmo que consta no certificado de propriedade do veículo. Os números e letras do chassi e da plaqueta de identificação devem estar alinhados, com espaçamentos regulares e contornos uniformes

Som do motor é um importante indicativo de seu desgaste ou bom funcionamento. Um mecânico saberá reconhecer se o veículo necessita de uma retífica

Verifique o óleo, retirando a vareta de seu compartimento e avaliando seu aspecto, nível e viscosidade

Confira o sistema de refrigeração do motor. O líquido visível no depósito de água não deve apresentar sinais de ferrugem ou aspecto oleoso. Os tubos de borracha não podem estar rachados, quebrados ou ressecados

Veja se o filtro de ar está limpo

Os cabos da ignição não devem apresentar fendas ou rasgões

A ventoinha deve girar de maneira uniforme, sem grandes vibrações. A correia não pode apresentar rachaduras ou deformações, pois é sinal de problema

2. Teste o amortecedor, balançando o carro. Se, ao proceder desta forma, o veículo balançar diversas vezes, o amortecedor provavelmente está em más condições

3. Examine os pneus. Caso estejam lisos, sem aderência, deverão ser trocados, o que implica em custos adicionais

Desgastes irregulares nos pneus podem indicar problemas com a suspensão, alinhamento ou balanceamento das rodas

4. DENTRO DO CARRO

Examine todos os comandos: faróis, limpadores de pára-brisas, desembaçador, indicadores de direção (pisca-pisca ), luzes de freio, velocímetro, sinalização de emergência (pisca-alerta), buzina, indicador de temperatura… tudo deve estar funcionando direito

Confira o estado dos espelhos retrovisores, pára-choques, lanternas, freio de mão e pé

Pontos de ferrugem, água ou umidade embaixo dos tapetes podem ser uma indicação de problemas na vedação nas borrachas dos vidros e portas e da presença de furos no assoalho

Certifique-se de que estejam em perfeita ordem os equipamentos de segurança obrigatórios: extintor de incêndio, macaco, triângulo de sinalização, chave de roda, cinto de segurança e estepe

5. PARTE EXTERNA

Examine o carro à luz do dia. Locais fechados ou escuros podem dificultar a observação de detalhes importantes

Confira se as portas e o capô, ao serem fechados, encaixam-se perfeitamente. O desnível pode indicar que o carro foi batido

6. Desconfie de ondulações e pequenos amassados na lataria; existindo diferenças nas quinas do capô, é bem provável que o carro tenha sido batido

7. Se encontrar bolhas na pintura, cuidado! É sinal de ferrugem. Verifique as arestas inferiores da carroceria, as canaletas e as bordas das tampas do capô do motor e do porta-malas

SAIBA IDENTIFICAR POSSÍVEIS FUROS QUE TENHAM SIDO RECOBERTOS POR MASSA PLÁSTICA:

• dê pancadinhas na lataria e procure notar diferenças de sons conforme o local;

• embrulhe um ímã em uma flanela, fixe-o na lataria e movimente-o. Caso ele se desprenda em algum ponto, pode significar que o local foi recoberto

COM O VEÍCULO EM MOVIMENTO

Cheque a compressão do motor, reduzindo a velocidade bruscamente ou descendo uma ladeira em segunda marcha. Fique com o ouvido atento!

Freie normalmente o carro. Se houver ruído metálico, as pastilhas estão gastas. Com o carro parado e o motor ligado, acione o freio, mantendo o pé pressionando o pedal por algum tempo. Se ele for abaixando aos poucos, significa que há vazamento de fluido de freio

Em um local plano, e sem fluxo de carros, freie o veículo soltando as mãos da direção. Se o carro pender para um dos lados, há problemas nos freios, na suspensão, ou então os pneus não estão corretamente calibrados

Ao engatar as marchas, fique alerta a ruídos estranhos

Verifique se as rodas estão balanceadas e alinhadas. Caso não estejam, haverá trepidação na direção ou o carro penderá para um dos lados

Como PAGAR seu usado?

Com as recentes alterações no financiamento via CDC (Crédito Direto ao Consumidor), que agora cobra IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), o Leasing se tornou o meio mais atraente de financiamento e, segundo Sérgio Soares, gerente da VW Sabrico, concessionária de São Paulo, é a escolha de 60% a 70% dos consumidores que hoje financiam um veículo. Por não cobrar IOF, a compra sai mais barata que via CDC – na tabela abaixo, para um financiamento de um carro usado de R$ 21 mil em 72 vezes, a economia é de cerca de R$ 2 mil (dá para comprar um bom som e acessórios). A desvantagem do Leasing é que o carro fica no nome do banco até o fim do financiamento, enquanto no CDC ele é transferido para o nome do comprador, com registro de “alienado” (com dívida a pagar). Um detalhe que não justifica pagar mais no CDC. Já no consórcio, não há juros, mas é cobrada taxa de administração de, em média 12,5% do valor do bem, diluída nas parcelas. O problema é que você precisa ser sorteado, o que pode demorar – ou dar um lance antes, se conseguir um dinheiro extra. Para quem não tem pressa, vale pela boa economia.

FINANCIAMENTO

Gol 1.0 2002/2003, no valor de R$ 21.103

CDC

Leasing

Consórcio

Juros

1,54%

1,32%

0%

Taxa de administração

não

não

12,5%

IOF

sim

não

não

36 vezes

R$ 800,33

R$ 770,98

R$ 720

Total*

R$ 28.812,08

R$ 27.755,38

R$ 25.920,00

72 vezes

R$ 504,42

R$ 474,63

R$ 374,36

Total*

R$ 36.318,67

R$ 34.173,93

R$ 26.953,92

* TAC (Taxa de Abertura de Cadastro) já incluída no CDC

e no Leasing: R$ 800 / FONTE: Concessionária VW Sabrico

COMPARTILHAR
Notícia anteriorPlcanto
Próxima notíciaSantana ainda reina na China